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Ibovespa cai 0,51% após alta de juros do Fed; dólar fecha em R$ 5,15

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RAPor Rafael Albuquerque•18 de setembro de 2026•Fontes: InfoMoney, G1 Economia

A B3, a bolsa de valores de São Paulo, caiu 0,51% nesta quarta-feira (16), com as ações da Petrobras entre os maiores pesos do índice, segundo a InfoMoney. Na prática, uma carteira de R$ 1.000 que acompanhasse o índice perdeu cerca de R$ 5 no dia. A queda seguiu a reação dos mercados globais à decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que subiu os juros americanos e sinalizou mais aperto monetário pela frente.

O dólar comercial fechou praticamente estável, a R$ 5,15, de acordo com a InfoMoney. Para o bolso, isso significa que cada US$ 100, o preço de um tênis importado antes de impostos, custa cerca de R$ 515. A moeda americana ganhou força contra a maioria das divisas depois da decisão do Fed, mas o real se segurou com o mercado à espera do Banco Central.

Por que a bolsa caiu

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,21%, o S&P 500 perdeu 0,44% e o Nasdaq ficou praticamente estável. O setor de energia foi o que mais recuou, porque o barril de Brent caiu 2,69%, a US$ 105,83, após relatos de que a Arábia Saudita ofereceria cargas extras de petróleo. Mesmo assim, o petróleo acumula alta de mais de 20% em cerca de duas semanas e meia por causa da guerra no Oriente Médio, um encarecimento que já pesa na gasolina das bombas.

Entenda: o Federal Reserve define a taxa básica de juros dos Estados Unidos, a referência do crédito na maior economia do mundo. Quando o Fed sobe os juros, os títulos do governo americano pagam mais e atraem dinheiro estrangeiro, o que fortalece o dólar frente a moedas como o real, explica o g1. Juros americanos mais altos também pressionam o Brasil a manter a Selic elevada para não perder investidores.

Fed sobe juros e Copom corta a Selic

O Fed elevou a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, a primeira alta desde julho de 2023, e a decisão foi unânime. A maioria dos integrantes do comitê projeta pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto ainda neste ano, segundo o g1, enquanto a inflação americana fechou agosto em 3,4% em 12 meses, bem acima da meta de 2%. "O fato é que a inflação está alta demais e está assim há tempo demais", disse o presidente do Fed, Kevin Warsh, em coletiva de imprensa.

No Brasil, o pregão terminou com o mercado à espera do Copom, o comitê do Banco Central que define a Selic, a taxa básica que influencia o preço de empréstimos e financiamentos. As apostas eram de um corte de 14% para 13,75% ao ano, e o comitê confirmou o movimento depois do fechamento da bolsa: foi o quinto corte seguido, segundo o g1. O crédito segue caro: sobre uma dívida de R$ 10.000, a Selic anterior de 14% representava cerca de R$ 1.400 de juros por ano, e o juro real brasileiro, de 8,45%, segue o maior do mundo, segundo levantamento do MoneYou.

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