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Inflação esperada para 2026 sobe a 4,99% e PIB cai a 1,86%, diz Focus

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RAPor Rafael Albuquerque•28 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, G1

A inflação esperada para 2026 subiu para 4,99%, vindo de 4,92%, no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. Na prática, uma cesta de compras de R$ 500 no início do ano deve custar cerca de R$ 525 no fim de dezembro. É a segunda semana seguida de alta na projeção, segundo a Folha de S.Paulo.

No mesmo relatório, os economistas cortaram a previsão de crescimento do PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,88% para 1,86%. Foi a terceira queda seguida, e a estimativa é a menor desde maio. O ritmo fica bem abaixo dos 2,3% registrados em 2025, conforme dados oficiais do IBGE.

Entenda o Focus

O Boletim Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central com mais de 100 bancos, corretoras e consultorias. O BC publica a mediana, ou seja, o valor central das projeções para inflação, crescimento, juros e dólar. O documento funciona como um termômetro para o Copom, o comitê que define a taxa básica de juros do país.

A projeção de 4,99% para o IPCA, o índice oficial de inflação, ficou acima do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central, cujo centro é 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Na leitura do relatório, a inflação acumulada em 12 meses deve fechar o ano em 4,65%. Para quem ganha R$ 2.000 por mês, uma inflação de 4,99% equivale a perder cerca de R$ 100 de poder de compra ao longo do ano.

O que muda para os juros

A Selic, taxa básica de juros, está em 13,75% ao ano, depois de cinco cortes neste ano, de acordo com o G1. Mesmo com a inflação acima do teto da meta, o mercado segue apostando em um novo corte, para 13,50% no fim de 2026, e projeta 12% para o fim de 2027. A estimativa para o dólar no fechamento do ano permaneceu em R$ 5,20.

O quadro complica o trabalho do Banco Central: segundo o G1, a guerra no Oriente Médio mantém o petróleo caro, e, em ano eleitoral, o estímulo do governo à economia dificulta o controle dos preços. Para os anos seguintes, o Focus projeta inflação de 4,31% em 2027, de 3,80% em 2028 e de 3,50% em 2029, todas ainda acima do centro da meta. O PIB de 2027 foi estimado em 1,41%, indicando crescimento fraco também no ano que vem.

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