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IPCA-15 sobe 0,70% em setembro, acima do esperado, e conta de luz salta 7,42%

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RAPor Rafael Albuquerque•25 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, G1

A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, subiu 0,70% em setembro, informou o IBGE nesta sexta-feira (25). Para o consumidor, o número significa que uma cesta de compras que custava R$ 1.000 em meados de agosto passou a custar cerca de R$ 1.007 um mês depois. É a maior alta para um setembro em cinco anos, desde 2021, quando a leitura foi de 1,14%.

O resultado veio acima de todas as projeções do mercado financeiro. A mediana das estimativas compiladas pela Bloomberg era de 0,55%, e até o teto das apostas, de 0,66%, ficou abaixo do número oficial, segundo a Folha de S.Paulo. Pela Reuters, a expectativa girava em torno de 0,53%, informa o g1.

Conta de luz volta a subir

A energia elétrica residencial subiu 7,42% em setembro, após queda de 6,25% em agosto. Quem pagava uma conta de R$ 150 viu o valor aumentar em cerca de R$ 11. A alta vem do fim do bônus de Itaipu, um desconto temporário na conta de luz que havia puxado a prévia para o campo negativo em agosto (-0,40%).

O grupo habitação, que reúne energia, água e gás, teve a maior alta entre os nove pesquisados (2,07%) e o maior impacto no índice. Os alimentos voltaram a subir (0,40%) depois de dois meses de quedas. Tomate (20,76%), arroz (2,39%) e carnes (1,30%) ficaram mais caros, enquanto feijão-carioca (6,33%) e cebola (4,41%) caíram.

Todos os grupos pesquisados subiram no mês. Também pesaram o cigarro (14%) e a passagem aérea (9,82%).

Entenda: o IPCA-15 é uma prévia do IPCA, o índice oficial de inflação. Ele mede preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro, enquanto o IPCA cobre o mês inteiro. O dado completo de setembro sai em 9 de outubro.

Perto do teto da meta

Em 12 meses, o índice acelerou de 4,24% para 4,47%. Na prática, a mesma cesta de consumo custa cerca de R$ 134 a mais por mês para uma família que gasta R$ 3.000. O resultado se aproxima do teto de 4,5% da banda de tolerância da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3% ao ano, nota a Folha.

Foi a última divulgação do IPCA-15 antes do primeiro turno da eleição presidencial, em 4 de outubro. O custo de vida é um dos temas centrais da campanha: o candidato Flávio Bolsonaro (PL) usa a carestia para atacar o presidente Lula (PT), que disputa o quarto mandato e responde com a geração de emprego e renda desde 2023, segundo a Folha.

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