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Lula diz que cinco ministros do STF estão ligados ao caso Banco Master

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MRPor Marina Rocha•19 de setembro de 2026•Fontes: Poder360, UOL, Gazeta do Povo, Revista Oeste

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18) que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) "estão ligados direto ou indiretamente" ao caso do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, no meio da campanha eleitoral. O presidente não citou os nomes dos magistrados.

Lula defendeu uma reforma no Poder Judiciário e disse que a crise precisa ser resolvida antes dela. Segundo o Poder360, o presidente afirmou que ninguém defende o contrato do escritório da mulher de Alexandre de Moraes com o Master nem as relações atribuídas a Dias Toffoli com o banco. Disse ainda que o ministro André Mendonça "segurou" informações do caso.

"Mas, antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema. Está todo mundo ali. Ali você tem cinco ministros que estão ligados direto ou indiretamente."

O presidente acrescentou: "Quem quiser ir para a Suprema Corte não pode querer ser rico." Segundo o Poder360, Lula afirmou que "não saiu tudo" sobre o caso e que ministros e parte da imprensa já têm acesso ao material.

Os cinco citados

Lula não disse a quem se referia. O que é público, conforme o Poder360, é que ao menos cinco integrantes da Corte, Moraes, Toffoli, Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, aparecem em episódios, documentos ou mensagens ligados ao caso. As situações são distintas e, por si só, não significam que os ministros tenham cometido irregularidades. Em setembro, a Polícia Federal identificou 52 mensagens de Daniel Vorcaro para um contato atribuído a Moraes, e o relatório cita dois contratos do escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, que somam até R$ 158 milhões líquidos. Moraes contesta o relatório e afirma que o contrato é legal.

Na mesma entrevista, Lula atribuiu parte da responsabilidade pelo caso ao governo de Jair Bolsonaro. Segundo o UOL, o presidente disse que o governo anterior "fez um zé-ninguém virar banqueiro", em referência a Vorcaro, ex-controlador do Master e hoje preso. Lula também admitiu ter se encontrado com Vorcaro em 4 de dezembro de 2024, a pedido do empresário. O encontro durou cerca de 20 minutos, contou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e não constava da agenda oficial, segundo a Revista Oeste. De acordo com o presidente, Vorcaro relatou dificuldades do banco e afirmou estar sendo perseguido, e Lula respondeu que o governo investigaria a situação.

Lula atribuiu ao caso um prejuízo de R$ 60 bilhões aos cofres públicos. Segundo ele, o esquema envolveu outros bancos e fundos de pensão de governos estaduais, em operações com títulos que, conforme afirmou, não existiam. O presidente criticou a "divulgação seletiva" de informações da apuração, disse que "tem muita gente com medo" e defendeu a retirada total do sigilo dos dados do caso. A Polícia Federal prendeu Vorcaro, e o Banco Central liquidou o Master sob suspeita de fraudes financeiras.

O que vem a seguir no STF

O plenário do STF começou a julgar em 15 de setembro se abre investigação contra Moraes pela relação com Vorcaro. O julgamento travou com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pode adiar a análise por até 90 dias. Dino também pediu ao ministro Edson Fachin uma apuração sobre a relação de André Mendonça com o Instituto Iter e com Vorcaro, e Fachin adiou o exame do pedido. Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos do caso, além do processo principal, e Fachin determinou a divulgação do material, preservadas apenas as informações necessárias a diligências em andamento.

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