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Lula diz que Congresso 'contribuiu muito' para a governabilidade no 3º mandato

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (27) que o Congresso Nacional "contribuiu muito" para a governabilidade do país em seu terceiro mandato. A declaração foi dada em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, gravada no Palácio da Alvorada e exibida na noite de domingo, na reta final da campanha pela reeleição.

"Do ponto de vista da governança, o Congresso contribuiu muito com as coisas que nós fizemos", disse o petista, segundo reportagem da Agência Estado. Em trecho citado pelo G1 e pelo Correio Braziliense, ele repetiu a avaliação em outras palavras: "O Congresso contribuiu muito com as mudanças que a gente queria fazer". Entre as propostas centrais aprovadas pelo Legislativo nos últimos quatro anos, o presidente destacou a reforma tributária.

Elogio com reservas

O elogio veio acompanhado de críticas. Lula questionou o controle de deputados e senadores sobre o Orçamento da União e associou o modelo político atual ao que chamou de "promiscuidade política", conforme o Correio Braziliense. Para ele, a divisão atual de forças em torno do Orçamento é insustentável, e qualquer mudança dependeria do próprio Legislativo.

"Não é possível a gente continuar com um Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Então, tudo isso vai ter que mudar. Agora, eu vou conseguir fazer com facilidade? Não. Mas se eu não fizer, ninguém faz. Esse é o dado concreto", disse o presidente.

Lula também mudou de posição sobre o financiamento público da política. O presidente, que historicamente defendeu o fundo partidário e o fundo eleitoral, declarou-se contrário aos dois mecanismos. "Eu que fui defensor do fundo partidário, eu que fui defensor do fundo eleitoral, hoje eu sou contra. Eu sou contra porque isso apodreceu a política", afirmou. Em seguida, criticou o número de siglas no país: "Quantos partidos você tem de caráter nacional que têm programa, que têm manifesto, que têm bandeira?".

Na mesma entrevista, Lula defendeu uma reforma política e do Judiciário e afirmou ser o único candidato com capacidade de liderar essas mudanças, segundo a Agência Estado. Ele não detalhou o desenho das propostas. Segundo o G1, o presidente também defendeu alterar o critério de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com a criação de um colegiado que envolva a sociedade civil. A campanha segue até o primeiro turno, e qualquer reforma do sistema político aprovada em um eventual novo governo terá de passar pelo mesmo Congresso que o presidente elogiou neste domingo.

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