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Lula promete caneta contra obesidade gratuita no SUS; sem prazo, critérios ou custos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17) que canetas aplicadoras de medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade serão oferecidas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A declaração foi dada durante visita ao novo complexo industrial da farmacêutica Eurofarma, em Montes Claros (MG), segundo a Folha de S.Paulo. O anúncio veio no mesmo dia em que o governo confirmou o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do país, que terá o piso elevado de R$ 600 para R$ 691, segundo o G1.

"O que é importante é que essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, tá?", disse Lula durante o discurso. A reportagem do Estadão, reproduzida pelo InfoMoney, registra a mesma fala em versão ligeiramente diferente e acrescenta: "Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar".

O que está confirmado e o que ainda não está

O que está confirmado, até aqui, é a declaração presidencial e o contexto em que foi feita. Segundo a Folha, Lula não especificou qual medicamento será oferecido, quais pacientes terão acesso ao tratamento, quando a medida começará a valer nem seus custos. O Estadão acrescenta que o presidente tampouco indicou se a distribuição ocorreria ainda neste mandato ou em um eventual quarto governo. Não há, portanto, protocolo clínico, público-alvo, calendário ou orçamento divulgados. O ponto repetido por Lula foi a exigência de acompanhamento médico: "Primeiro, Padilha, você tem que fazer um favor. Os médicos, é preciso ter um acordo com os médicos, porque não pode ficar receitando caneta à torta e à direita", afirmou, dirigindo-se ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O episódio ocorre a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. A Folha nota que Lula disputa a reeleição empatado com Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas e situou o discurso entre os anúncios de apelo popular da reta final de campanha, como a proposta de elevar para até R$ 140 mil o limite de faturamento dos microempreendedores individuais. No mesmo evento, o presidente defendeu o sistema público de saúde: "Nunca levaram em conta quantas pessoas o SUS salvava, só anunciavam as pessoas que morriam para criar uma imagem negativa."

Na prática, por enquanto

Como a medida não tem data nem critérios divulgados, o tratamento não pode ser buscado hoje nas unidades de saúde. Quem vive com obesidade pode procurar a unidade básica de saúde do seu bairro para acompanhamento regular. E vale seguir a orientação que o próprio presidente reforçou: esses medicamentos, quando existirem na rede pública, deverão ser usados só com prescrição e acompanhamento médico. Como o programa não tem início anunciado, qualquer oferta informal de "caneta do SUS" à venda merece checagem na própria rede antes de qualquer pagamento.

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