A Argentina perdeu seu maior jogador. Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) a aposentadoria da seleção argentina e fechou um ciclo de 20 anos, 207 jogos e 125 gols. A decisão veio seis semanas depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, em 19 de julho.
O anúncio saiu em uma carta publicada nas redes sociais do camisa 10. Segundo a Folha de S.Paulo, o texto foi escrito em 21 de julho, dois dias depois da decisão do Mundial. "Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que este é o momento", escreveu Messi, que completou: "Dei tudo de mim, já não tenho mais para oferecer."
Na carta, o atacante citou a nova geração de "grandes garotos" que merecem espaço na equipe e agradeceu aos torcedores pelo carinho de duas décadas com a Albiceleste. Messi afirmou que sentirá falta de ouvir os compatriotas nas arquibancadas e prometeu virar "mais um" apoiador, acompanhando o time de fora de campo. "Foi uma loucura poder viver tudo isso com vocês", encerrou.
Os números de uma era
Segundo o ge, Messi deixa a seleção com 125 gols em 207 partidas, sendo 21 em Copas do Mundo. A prateleira carrega uma Copa do Mundo (2022), duas Copas América (2021 e 2024), uma Finalíssima (2022), um ouro olímpico (2008) e um Mundial Sub-20 (2005). No Mundial de 2026, aos 39 anos, marcou oito gols e deu quatro assistências.
No campo, a saída obriga a Argentina a redesenhar o ataque. Messi caía entre as linhas para receber de frente para o gol e de lá escolhia entre finalizar ou servir os companheiros, com o papel de artilheiro e criador na mesma camisa. Nenhum nome do elenco reúne as duas funções com a mesma eficiência, e por isso a reconstrução tende a ser coletiva.
Homenagens imediatas
O primeiro a se pronunciar foi Rodrigo De Paul, companheiro de Messi no Inter Miami e na seleção.
"Só obrigado, o maior de toda a história. Obrigado por nos fazer tão, mas tão felizes. Você não imagina quantos sorrisos você tirou. Você é eterno", escreveu De Paul.
O jornal argentino Olé estampou "Obrigada Lionel Andrés Messi. Muito obrigada por tudo", e o TyC Sports classificou a despedida de "bomba mundial". Giuliano Simeone, que disputou a Copa de 2026 ao lado do camisa 10, compartilhou um vídeo com a trajetória do ídolo pela seleção.
O anúncio encerrou semanas de incerteza. Cerca de três semanas antes, em carta emocionada de despedida ao pai e empresário Jorge Messi, morto no início de agosto aos 68 anos, o atacante já havia avisado que tinha "muitas dúvidas" sobre seguir jogando futebol por muito mais tempo. "Não sei o que vou fazer sem você, não sei como seguir", escreveu na ocasião, segundo a Folha.