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MP denuncia Adilsinho e mais três por morte de advogado no Centro do Rio; PM é preso

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HBPor Henrique Barros•25 de agosto de 2026•Fontes: G1

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou quatro homens pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, de 42 anos, assassinado a tiros em 26 de fevereiro de 2024 em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), na Avenida Marechal Câmara, no Centro do Rio. A denúncia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi apresentada após a conclusão do inquérito da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil e aponta o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, como mandante do crime, segundo informaram o G1 e O Globo. Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil prendeu um dos denunciados, o policial militar da ativa Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou Fantasma, do 15º BPM.

De acordo com a denúncia, Adilsinho comanda uma organização criminosa ligada à exploração ilegal de jogos de azar, ao contrabando de cigarros e a homicídios, e é tido como uma das principais lideranças da chamada nova cúpula do jogo do bicho. Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, é acusado de vigiar a rotina do advogado nos dias que antecederam o crime. Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, apontado como o motorista do veículo usado na ação, está foragido desde que escapou de uma operação policial em 2025. Segundo o Ministério Público, Renato e Rafael permaneceram no carro do executor e deram apoio à fuga. Adilsinho e Ryan já estavam presos e tiveram os mandados de prisão preventiva cumpridos na quarta-feira passada, informou O Globo.

Para os promotores, a motivação foi econômica. Crespo estudava entrar no mercado de apostas on-line e buscava investidores: pretendia abrir uma casa de apostas em Botafogo, na Zona Sul, região cujo jogo do bicho passou ao controle do grupo de Adilsinho a partir de 2023, de acordo com o G1. O Globo reporta que o advogado também planejava um "sports bar" com máquinas semelhantes a caça-níqueis. Na avaliação do MP, a execução eliminou um possível concorrente e serviu para intimidar outras pessoas interessadas no mesmo mercado.

Crime planejado

A investigação concluiu que o homicídio foi planejado e executado de forma coordenada, com divisão de tarefas entre os participantes. O advogado foi monitorado por vários dias nos deslocamentos entre a casa, na Barra da Tijuca, e o escritório, no Centro. As conclusões se basearam em quebras de sigilo telefônico e telemático, dados de localização de celulares, imagens de câmeras, rastreamento de veículos e perícias, segundo o G1. A promotoria classificou o crime como homicídio qualificado por motivo torpe, praticado mediante emboscada e com recurso que dificultou a defesa da vítima, e sustenta que a ação tem características típicas de grupo de extermínio, pelo planejamento, pela logística e pelo uso de armamento de uso restrito.

A 3ª Vara Criminal do Rio recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva dos quatro. Adilsinho teve determinada a manutenção em presídio federal de segurança máxima por três anos, e Renato Franco Lopes foi afastado das funções policiais e teve o porte de arma suspenso. Ryan foi preso durante a apuração de outro crime atribuído à quadrilha de Adilsinho, a morte de Antônio Gaspazianne Mesquita Chaves, dono do bar Parada Obrigatória, em Vila Isabel, na Zona Norte, também em 2024, informou o G1.

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