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Operação do Bope na Cidade de Deus tem confrontos e ônibus como barricadas

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HBPor Henrique Barros•27 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

Uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), unidade de elite da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), provocou intensos tiroteios e bloqueios de vias na comunidade da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (27). Segundo informações divulgadas pela corporação e apuradas pela Folha de S.Paulo, criminosos utilizaram ao menos dois ônibus e contêineres de lixo para erguer barricadas e tentar frear o avanço dos blindados policiais.

Os primeiros relatos de disparos começaram ainda na madrugada, logo após o ingresso das equipes táticas na região. Em represália à incursão policial, a Avenida Miguel Salazar Mendes de Morais, principal corredor viário da Cidade de Deus, foi totalmente interditada pelo atravessamento dos veículos coletivos. O bloqueio forçado de vias com ônibus repete a tática adotada no dia anterior na Zona Norte do Rio, quando 19 coletivos foram sequestrados durante confrontos armados entre agentes da PM e criminosos na comunidade do Fubá, entre Cascadura e Campinho.

Durante as diligências desta quinta-feira, os policiais militares prenderam dois homens sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas local, dominado pela facção Comando Vermelho. Com os investigados, os agentes apreenderam uma pistola, um radiotransmissor, porções de entorpecentes e galões contendo combustível, material que teria sido preparado para queimar as barricadas nas ruas. Em redes sociais, moradores relataram que um indivíduo teria sido baleado durante o confronto armado, mas a assessoria da PMERJ afirmou que o suposto ferimento não foi confirmado oficialmente pela corporação.

Os dois homens detidos e os materiais apreendidos foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil responsável pela área, onde o caso foi registrado em flagrante. Os investigados permanecem sob custódia estatal e devem ser apresentados em audiência de custódia perante a Justiça fluminense dentro do prazo legal de 24 horas, ocasião em que o juízo avaliará a legalidade do procedimento policial e decidirá sobre a eventual decretação de prisão preventiva.

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