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Petrobras reajusta gasolina em R$ 0,63, mas corte de imposto evita alta na bomba

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R$ 0,63 por litro. Esse é o reajuste que a Petrobras aplicou, na noite desta terça-feira (9), no preço médio da gasolina vendida às distribuidoras, com efeito a partir desta quinta (10), segundo o UOL. Para quem abastece, a expectativa é de que nada mude: o aumento não deve chegar às bombas.

O movimento soma duas mudanças: um aumento direto de R$ 0,19 e o fim de um desconto de R$ 0,44 que a estatal dava às distribuidoras. Com isso, o preço médio de venda sobe para R$ 3,24 por litro. Repassado ao consumidor, o reajuste encareceria um tanque de 50 litros em R$ 31,50.

Entenda a conta da gasolina

Entenda: a Petrobras não vende combustível direto ao motorista. Ela vende às distribuidoras, que repassam aos postos, e cada etapa soma tributos e margens ao preço final. PIS/Cofins são contribuições federais cobradas por litro, e o governo cortou R$ 0,63 desse encargo sobre a gasolina, o que anula o reajuste da estatal antes da bomba, segundo a Folha de S.Paulo.

O fim do desconto tem causa legal. A Medida Provisória 1.358/2026, que desde maio permitia ao governo custear um apoio de R$ 0,44 por litro a produtores e importadores, perdeu a validade nesta quarta (9), e a Petrobras comunicou o encerramento do abatimento, informou o ND Mais. No diesel, a companhia disse que aguarda a publicação das novas regras para rever preços.

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto e medida provisória que reduzem R$ 0,63 de PIS/Cofins na gasolina e R$ 0,19 no etanol hidratado, além de autorizar até R$ 1,00 a mais de subvenção por litro de diesel. Segundo a Folha, o custo mensal é estimado em cerca de R$ 7 bilhões, mais de R$ 200 milhões por dia nos cofres públicos. As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro, pouco depois do primeiro turno das eleições.

Com o corte, a carga federal restante sobre a gasolina cai para R$ 0,16 por litro, e a do etanol é zerada. No diesel, somada à subvenção de R$ 1,12 já em vigor até 26 de setembro, a ajuda pode chegar a R$ 2,12 por litro até aquela data. Se o petróleo seguir caro por causa do conflito entre Estados Unidos e Irã, segurar as bombas fica cada vez mais caro para o Tesouro.

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