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PF e MPF cumprem mandados contra presidente da Câmara de Bariri por suspeita de contrabando

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HBPor Henrique Barros•30 de agosto de 2026•Fontes: G1, Jornal Candeia

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram, na manhã de quinta-feira (27), mandados de busca e apreensão contra o presidente da Câmara Municipal de Bariri (SP), Ricardo Prearo (PSD), empresário e vereador, em uma investigação que apura suspeitas de contrabando e lavagem de dinheiro. Além da residência do vereador, os agentes estiveram em empresas ligadas a ele e em endereços em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai, segundo o g1.

De acordo com o Jornal Candeia, veículo da região, foram cumpridos quatro mandados em endereços residenciais e comerciais de Bariri. Uma das diligências ocorreu em uma casa no bairro Jardim Beltrame, e outra em uma empresa na zona rural do município. Moradores e pessoas que passavam pela rua foram chamados a acompanhar os procedimentos como testemunhas, e equipamentos eletrônicos teriam sido recolhidos. A assessoria da PF em Foz do Iguaçu confirmou ao jornal que a investigação trata de contrabando e lavagem de dinheiro, com alvos no Paraná e no interior paulista, mas informou que não daria detalhes sobre a operação.

A sequência do caso, até aqui, é curta. Na manhã de quinta-feira (27), os mandados foram executados simultaneamente em Bariri e em Foz do Iguaçu. Ainda na quinta-feira, Prearo divulgou nota confirmando ter sido alvo das diligências. Nesta sexta-feira (28), a operação ganhou repercussão com a cobertura da TV TEM, afiliada da TV Globo na região, que procurou a assessoria da Câmara de Bariri e não obteve resposta até a última atualização de sua reportagem.

O que diz a defesa

Em nota, o vereador afirmou que figura no procedimento apenas como mencionado e que colaborou com as autoridades:

"Esclareço que fui alvo de diligência das autoridades competentes, na qual figuro como mencionado. Ressalto, contudo, que todas as informações solicitadas foram devidamente prestadas e esclarecidas às autoridades", declarou Prearo, que afirmou ainda permanecer à disposição para novos esclarecimentos.

Até o momento, não há registro de pedidos de prisão na operação, que se encontra na fase de busca e apreensão. O próximo passo do inquérito é a análise do material recolhido, a cargo da PF, sem data divulgada pelas autoridades. Prearo responde à apuração em liberdade e, como qualquer investigado, tem direito à presunção de inocência: nenhuma denúncia foi oferecida pelo MPF até o momento.

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