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PF indicia ex-número 3 da corporação por corrupção em caso de mineração

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HBPor Henrique Barros•27 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

A Polícia Federal indiciou formalmente o delegado Rodrigo Teixeira, ex-diretor de Administração e Logística da instituição, sob suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e embaraço a investigação de organização criminosa. O indiciamento faz parte das investigações da Operação Rejeito, que apura supostos esquemas ilícitos ligados à exploração mineral em Minas Gerais e à Agência Nacional de Mineração (ANM), conforme noticiou a Folha de S.Paulo.

Histórico e acusações no setor minerário

Teixeira ocupou o posto de diretor administrativo da corporação entre janeiro de 2023 e março de 2025, figurando como o terceiro cargo mais alto na hierarquia da PF durante o governo Lula. Em setembro de 2025, o delegado chegou a ser preso preventivamente durante a deflagração da primeira fase da operação. Além dele, outras nove pessoas foram indiciadas no relatório conclusivo, incluindo uma delegada da Polícia Federal e o lobista Gilberto Horta Carvalho.

De acordo com o relatório da PF, o delegado mantinha "atuação oculta e ativa no mercado minerário, mediante a utilização de pessoas jurídicas interpostas e articulações com empresários investigados". O documento aponta ainda que teria havido o uso da estrutura policial para intimidar uma empresa concorrente de Teixeira no setor de extração mineral.

Manifestação da defesa e próximos passos

Em nota à imprensa, a defesa do delegado rebateu as conclusões policiais. O advogado Bruno Cesar afirmou que o documento omitiu depoimentos de outros delegados que haviam afastado qualquer hipótese de interferência em investigações. A defesa classificou as acusações como frágeis e sustentou que o relatório "é carente de substrato probatório e só faz repetir a mendaz retórica que inaugurou essa famigerada operação", ressaltando que os fatos foram apurados sem a realização do contraditório judicial prévio.

Com a conclusão do inquérito policial e a formalização dos indiciamentos, o relatório final segue para o Ministério Público Federal (MPF). Caberá aos procuradores analisar o material reunido para decidir se oferecem denúncia à Justiça Federal, se solicitam novas diligências ou se arquivam o procedimento em relação aos investigados.

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