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PF intima Daniel e Henrique Vorcaro a depor no dia 30 em inquérito sobre milícia privada

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A Polícia Federal intimou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o pai, Henrique Vorcaro, a prestar depoimento no dia 30 de setembro no inquérito que apura suspeita de uso de uma milícia privada para intimidação e invasão de sistemas. Daniel foi convocado para as 14h e Henrique para as 16h, segundo a Folha de S.Paulo e o blog de Andréia Sadi, no G1.

As audiências tinham sido marcadas para a semana passada e foram adiadas a pedido da defesa do dono do Banco Master. A nova data é tratada pela PF como o último ato antes da conclusão desta fase da investigação. O blog do G1 apurou que o temor dos investigadores é que pai e filho, ambos presos, sejam soltos antes de serem ouvidos.

Linha do tempo do inquérito

As investigações apontam dois núcleos de atuação. O primeiro, chamado A Turma, é investigado por fazer ameaças sob determinação do ex-banqueiro e era ligado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, suspeito de ter atuado para Vorcaro na milícia privada. Ele cometeu suicídio em março, quando estava sendo preso. O segundo núcleo, Os Meninos, reunia, segundo as apurações, hackers pagos para derrubar perfis de redes sociais de críticos a Vorcaro e ao Master e para invadir dispositivos e contas de opositores.

Henrique Vorcaro foi preso em 14 de maio, na sexta fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de integrar o que uma fonte da PF descreveu ao G1 como o "núcleo violento" do grupo. Também foram presos na mesma operação um agente da Polícia Federal e três hackers. Em junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou a prisão preventiva. Continua preso desde março Fabiano Zettel, cunhado de Daniel e investigado como operador financeiro do grupo.

As defesas e a indefinição no STF

O advogado de Henrique, Eugênio Pacelli, afirmou à Folha que o cliente pede para ser ouvido há três meses. Na quarta-feira (16), a defesa pediu ao STF a revogação da prisão, sob o argumento de que ele está preso há mais de 90 dias sem que nenhum recurso pela soltura tenha sido julgado. A defesa de Daniel Vorcaro foi procurada e não se manifestou. Já os advogados de Zettel disseram temer que a "excepcional reorganização da condução dos feitos produza um vácuo jurisdicional" sobre o cliente.

Os pedidos se apoiam na indefinição que tomou o caso no STF. O presidente da corte, Edson Fachin, determinou o envio das investigações do caso Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ao seu gabinete. Segundo a Folha, as apurações da PF seguem em curso, e só ficam pendentes os pedidos que dependam de despacho do ministro André Mendonça, relator dos casos. Também está paralisado o julgamento que decidiria se será aberta apuração sobre as relações de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.

O próximo passo está marcado: os depoimentos de Daniel e Henrique no dia 30, às 14h e às 16h. Depois das oitivas, a PF deve encerrar esta fase do inquérito, e o caso segue nas mãos de Mendonça no STF, onde ainda aguarda julgamento o pedido de revogação da prisão de Henrique.

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