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Economy

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025 e marca o quinto ano consecutivo de expansão econômica

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RAPor Rafael Albuquerque•22 de março de 2026•Fontes: Agência Brasil

A economia brasileira registrou crescimento de 2,3% em 2025, completando cinco anos consecutivos de expansão, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto Interno Bruto atingiu R$ 12,7 trilhões em valores correntes, enquanto o PIB per capita alcançou R$ 59.687, representando um avanço real de 1,9% em relação a 2024.

O resultado, embora positivo, aponta para uma desaceleração em comparação com o desempenho de 3,4% registrado em 2024. No quarto trimestre de 2025, a economia avançou apenas 0,1% na comparação com o trimestre anterior, refletindo o impacto da política monetária restritiva adotada pelo Banco Central, que elevou a taxa Selic de 10,5% em setembro de 2024 para 15% em junho de 2025 com o objetivo de conter a inflação.

A trajetória de crescimento dos últimos cinco anos evidencia a resiliência da economia nacional: 4,8% em 2021, 3% em 2022, 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Apesar da pressão contracionista dos juros elevados, o país encerrou o ano com a menor taxa de desemprego já registrada em séries históricas.

No lado da produção, todos os setores apresentaram crescimento. A agropecuária liderou com expansão de 11,7%, respondendo por 32,8% de toda a variação do PIB no período. Safras recordes de milho, com aumento de 23,6%, e de soja, com alta de 14,6%, foram os principais destaques do setor. O segmento de serviços cresceu 1,8%, puxado pelo desempenho de informação e comunicação, que avançou 6,5%. A indústria expandiu 1,4%, com destaque para a extração de petróleo e gás natural, que subiu 8,6%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3%, em ritmo mais moderado do que os 5,1% de 2024. O avanço foi sustentado pela melhora do mercado de trabalho e pelas transferências governamentais, mas contido pelas taxas de juros elevadas que encarecem o crédito ao consumidor. O consumo do governo aumentou 2,1%, enquanto os investimentos avançaram 2,9%, impulsionados pela importação de bens de capital e pela expansão do setor de construção civil.

Economistas ouvidos pela reportagem avaliam que a projeção de crescimento para 2026, atualmente em 1,82% segundo o Boletim Focus do Banco Central, dependerá fortemente da velocidade com que o Copom conduzirá o ciclo de corte de juros iniciado neste mês. O mercado de trabalho, que abriu 112.334 vagas formais em janeiro segundo dados do Caged, segue como ponto de sustentação da atividade econômica.

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