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PT decide propor mandatos para ministros do STF após reunião de emergência

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MRPor Marina Rocha•10 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, O Globo, Folha de S.Paulo

O PT decidiu nesta quinta-feira (10), em reunião de emergência da Executiva Nacional em Brasília, defender em resolução política a criação de mandatos para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e das demais cortes superiores. A decisão responde ao diagnóstico interno de que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em risco diante da crise que divide a corte.

Segundo a Folha de S.Paulo, dirigentes petistas avaliaram que Lula corre risco real de perder a eleição para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que cresceu nas pesquisas de intenção de voto após a eclosão da crise. O cenário de empate técnico colocou aliados em estado de alerta, e diversos petistas interromperam as campanhas nos estados para comparecer presencialmente ao encontro. O presidente do partido e coordenador-geral da candidatura, Edinho Silva, convocou ainda reuniões com partidos da base de apoio do governo e com centrais sindicais.

A avaliação, segundo a Folha, é de que a conjuntura mudou por completo e que a campanha nacional precisa de um "freio de arrumação". "Estamos falando de ampliação do CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], ampliação do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], para que a sociedade civil tenha mais assentos nos órgãos que fiscalizam. E também a questão de mandatos para as cortes", declarou Edinho a jornalistas após a reunião da cúpula da legenda.

"É abrir o debate sobre mandatos. Não especificamos ou detalhamos [a proposta]. Temos que levantar a voz e sermos mais enfáticos no que defendemos, uma reforma do Poder Judiciário, que é uma bandeira histórica do PT", disse Edinho Silva, em declaração reportada pela CNN Brasil.

A resolução interna seria publicada ainda nesta quinta, de acordo com a CNN Brasil. O texto reforça a defesa de uma reforma do Judiciário, abre o debate sobre mandatos para o STF e para os tribunais superiores e pede mais assentos para a sociedade civil no CNJ e no CNMP, os órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público. A ideia de mandatos já havia sido mencionada publicamente pelo próprio Lula meses atrás, como registrou a Folha.

Reação da campanha

Além da resolução, o PT prepara mudanças no tom da campanha, segundo a CNN Brasil: discursos mais duros, foco propositivo em segurança pública e educação, comparação direta entre os governos Lula e Bolsonaro, mais ações de rua para ativar a militância e ajustes nos programas de rádio e TV da propaganda eleitoral. Aliados históricos, como movimentos sociais e sindicatos, reclamam de apatia e reivindicam participação maior na campanha, em patamar semelhante ao de 2022, segundo a Folha.

Os próximos marcos ficam no Supremo e nas urnas. O plenário do STF está convocado para o dia 15 de setembro julgar a apuração sobre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, caso no centro da crise na corte. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre em 4 de outubro.

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