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Quem era Maryna Colucci, conselheira tutelar trans morta em Jacuí (MG)

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HBPor Henrique Barros•26 de agosto de 2026•Fontes: G1 Sul de Minas

A morte da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, provocou comoção em Jacuí, no Sul de Minas Gerais. Mulher trans, ela era conhecida na cidade pelo trabalho junto à população e pela disposição em ajudar quem a procurava, segundo o G1. Maryna desapareceu na sexta-feira anterior, por volta das 13h, após sair de casa. O corpo dela foi encontrado enterrado em uma área rural do município na terça-feira (25), a cerca de um metro e meio de profundidade, em local de difícil acesso próximo a uma propriedade rural.

Segundo a Polícia Civil, Maryna foi vítima de feminicídio. O principal suspeito é o sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira, de 42 anos, que confessou o crime e indicou aos investigadores o local onde havia enterrado o corpo. O delegado chefe do 18º Departamento da Polícia Civil, Marcos Pimenta, disse que durante o fim de semana, com base em informações colhidas na comunidade de Jacuí, surgiu a possibilidade de Maryna ter tido um relacionamento com o policial. Ele afirmou que o suspeito levou a equipe até o local onde relatou "uma desavença" seguida de "um disparo de arma de fogo".

"A princípio, nós fomos levados por ele, por esse suspeito, até um local onde ele fala que houve uma desavença e que houve um disparo de arma de fogo. Posteriormente, ele levou, já assustado, o corpo e o desovou, assim dizendo, na zona rural próxima a uma propriedade familiar", afirmou Marcos Pimenta ao G1.

José Sérgio foi preso em flagrante por ocultação de cadáver, e a Polícia Civil pediu também sua prisão preventiva pelo envolvimento no feminicídio. Segundo o delegado, o crime ocorreu enquanto o sargento estava de folga, fora do exercício da função policial, o que faz com que ele responda "como cidadão comum". A Polícia Militar informou que abriu processo administrativo para apurar o caso e avaliar a permanência do militar na corporação.

Quem era Maryna

Familiares descrevem Maryna como pessoa tranquila e dedicada à família. A irmã, Dalila Cristina de Jesus, disse ao G1 que Maryna era reconhecida na cidade por sua disposição em ajudar as pessoas, "em hospital, prefeitura, com as maiores autoridades", e que ninguém falaria mal dela. A mãe, Regina Silva de Jesus, contou que a filha morava com os pais, mantinha rotina próxima da família e não bebia nem fumava. O pai, Benedito de Jesus, relatou que na sexta-feira do desaparecimento estava em casa com Maryna quando ela recebeu uma mensagem no celular e saiu para encontrar alguém, dizendo que iria conversar com um amigo.

As buscas pelo corpo tiveram participação de policiais civis e militares e começaram na manhã de terça-feira, terminando com a localização do corpo à tarde, em região de difícil acesso na estrada que liga Jacuí a Fortaleza de Minas. O delegado Marcos Pimenta afirmou que a polícia trabalha agora para "exaurir todo e qualquer questionamento" sobre as circunstâncias da morte.

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