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Reino Unido anuncia £ 400 milhões para fundo de florestas tropicais criado pelo Brasil

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SMPor Sofia Menezes•3 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, G1

O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (3) a intenção de aportar £ 400 milhões (cerca de US$ 540 milhões, ou R$ 2,7 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo criado pelo Brasil e lançado na COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém, no Pará, em novembro de 2025. Segundo o g1, o aporte será feito por meio de um empréstimo e ainda depende da conclusão das regras de governança e operação do fundo e de uma avaliação final do governo britânico.

Como o fundo funciona

O TFFF busca recompensar financeiramente países que mantêm suas florestas tropicais em pé. Diferentemente de mecanismos baseados em doações diretas, combina recursos públicos e privados: o capital é investido, e os rendimentos são distribuídos entre os investidores e os países que protegem suas florestas, de acordo com o desempenho em conservação. Os países que receberem recursos não terão de devolver o dinheiro, segundo o governo britânico, citado pelo g1.

Com o anúncio britânico, o total comprometido com o TFFF chega a US$ 7,3 bilhões (R$ 37,6 bilhões), segundo a Folha de S.Paulo. Para manter o aporte da Noruega, de US$ 3 bilhões (R$ 15,3 bilhões), o fundo precisa alcançar US$ 10 bilhões (R$ 51,2 bilhões) até o final do ano, o equivalente a captar cerca de US$ 2,7 bilhões nos próximos quatro meses.

Reino Unido como investidor

A contribuição britânica ficou abaixo dos compromissos de outros países europeus: a Alemanha confirmou € 1 bilhão (R$ 5,9 bilhões) e a França aprovou € 500 milhões (R$ 2,9 bilhões), de acordo com a Folha. A decisão do Reino Unido de emprestar, e não doar, permite recuperar os recursos investidos, segundo o comunicado de seu Departamento de Segurança Energética.

"Com o investimento britânico no TFFF, o empréstimo será reembolsado, ao mesmo tempo que continuará apoiando ações em favor do clima e da natureza. Isso demonstra a nova abordagem do Reino Unido para o financiamento climático, atuando como investidor, em vez de doador", diz o comunicado do governo britânico.

Como condição para o aporte, o Reino Unido também quer participar das estruturas de decisão e supervisão do fundo, informa o g1. Para Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, o compromisso chega em "momento decisivo" e pode ser "um estímulo para que outros países avancem também". Ele destaca que o fundo inclui povos indígenas e comunidades locais como parte central da solução, o que, na avaliação da organização, pode transformar a conservação em uma agenda de desenvolvimento.

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