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Relatório da Abin classifica como "crítico" risco de pressão dos EUA nas eleições

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MRPor Marina Rocha•19 de setembro de 2026•Fontes: InfoMoney, Jovem Pan, Folha de S.Paulo, CBN

Um relatório reservado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) classificou como "crítico" o nível de escalada da pressão dos EUA contra o Brasil nas eleições de 2026. A revelação é da coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, publicada neste sábado (19).

O documento trata de "ameaças ao processo eleitoral de 2026". Segundo a Folha, o texto elevou a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições brasileiras a um "nível de criticidade". Foi enviado à Presidência da República, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto.

A Abin é a agência federal de inteligência e responde à Presidência. O TSE organiza as eleições presidenciais. A íntegra do relatório não é pública, porque se trata de documento reservado. Até a manhã deste sábado, a coluna de Bergamo era a única fonte sobre o texto entre os principais veículos da imprensa brasileira.

O contexto da tensão com Washington

O alerta chega em um momento de atrito entre Brasília e Washington. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve usar seu discurso na Assembleia Geral da ONU para defender a soberania nacional, segundo o Jovem Pan e a CBN. A agenda diplomática do presidente ocorre em meio à tensão com o governo americano.

A segurança do pleito já estava sendo desenhada com a inteligência. Em agosto, o InfoMoney noticiou que o ministro do TSE Nunes Marques articulou com a Polícia Federal, a Abin e as Forças Armadas o esquema de segurança das eleições.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para o início de outubro. Nenhuma das instituições que receberam o relatório o divulgou, e o documento segue reservado.

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