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Rubio inicia giro por aliados de Trump na América Latina sem Brasil no roteiro

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BAPor Beatriz Antunes•9 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, G1

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, embarcou por volta das 13h desta terça-feira (8), horário de Brasília, rumo à Colômbia, primeira parada de uma viagem de três dias por governos aliados de Donald Trump na América Latina. Até quinta-feira (10), ele passa também pelo Equador e pelo Peru, informou o Departamento de Estado. O Brasil ficou fora do roteiro, num momento em que atravessa uma crise diplomática com o governo Trump, segundo o g1.

Em Bogotá, Rubio se reúne com o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, para tratar do apoio americano após o terremoto de magnitude 7,4 que deixou centenas de mortos no país em agosto, e participa da assinatura de acordos sobre energia nuclear civil e minerais críticos, segundo a CNN Brasil. Depois, encontram-se o equatoriano Daniel Noboa e a peruana Keiko Fujimori, empossada em Lima em julho. Em comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, disse que a viagem vai discutir "o apoio dos EUA à resposta da Colômbia ao terremoto", o reforço da cooperação "no combate conjunto ao narcoterrorismo" e "os benefícios de relações comerciais mais estreitas".

O Brasil fora do mapa

Para Brasília, a mensagem está no próprio itinerário. Washington montou o giro em torno de três vizinhos com governos abertamente alinhados a Trump e excluiu o maior país da América do Sul, com o qual vive uma crise diplomática, na descrição do g1. A CNN Brasil associa o roteiro à onda de governos ideologicamente próximos do republicano que chegaram ao poder na região, um quadro que amplia a influência americana ao redor do Brasil em vez de incluí-lo.

O eixo dessa aproximação é o Escudo das Américas, também chamado de Coalizão das Américas contra os Cartéis. Criada em março com 12 países, entre eles Argentina, Bolívia e El Salvador, a coalizão liderada pelos Estados Unidos já reúne 19 integrantes, segundo a CNN Brasil. O bloco opera principalmente pelo compartilhamento de inteligência e por operações militares conjuntas, com um modelo inspirado em ações americanas anteriores contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico. Colômbia, Equador e Paraguai já aceitaram o estacionamento de tropas americanas em solo nacional, e outros países da região estariam em vias de negociar acordos semelhantes.

Coalizão e Doutrina Monroe

A viagem chega depois de um período de retórica mais assertiva de Washington sobre o continente. O anúncio do roteiro veio na sequência da reivindicação, pelo Departamento de Estado, do "domínio" dos Estados Unidos sobre as Américas e do resgate da Doutrina Monroe, estratégia usada por governos americanos por cerca de 200 anos para exercer poder e influência na América Latina, como registrou o g1. Em vídeo divulgado no início de agosto, o departamento afirma que o domínio americano no continente "nunca mais será questionado" e cita a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina, capaz de enviar um "forte sinal a todo o hemisfério".

Esta é a quinta viagem de Rubio à América Latina e ao Caribe desde que assumiu o cargo, e o próprio secretário trabalha para ampliar sua influência no continente, segundo a CNN Brasil, que descreve a movimentação como parte de um plano para fortalecer a força americana no hemisfério ocidental. A coalizão também serve à narrativa de segurança na fronteira sul dos Estados Unidos, incluindo o combate à imigração ilegal. Para o Brasil, o resultado imediato é o oposto do que colhem os vizinhos: enquanto Colômbia, Equador e Peru assinam acordos e recebem o secretário de Estado, Brasília segue fora do circuito de Washington.

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