arrow_backVoltar
PoliticsFederal Policecrimecongressorganized-crime

Sargento expulso da PM e suspeito de elo com PCC trabalha no gabinete de Cezinha

bookmark_borderSalvar
MRPor Marina Rocha•18 de setembro de 2026•Fontes: O Antagonista, G1

O gabinete do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) na Câmara dos Deputados emprega, desde agosto de 2024, o ex-sargento da Polícia Militar de São Paulo Farani Salvador Júnior, expulso da corporação e suspeito de ligações com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do g1, publicada nesta segunda-feira (14), mesmo dia em que o parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal (PF).

A ação é a terceira fase da Operação Transparência, que apura suspeitas de tentativa de influência sobre decisões de tribunais superiores, segundo O Antagonista. A advogada Valéria Rodrigues Linhares, mulher do deputado, também foi alvo dos mandados. Em nota, a defesa de Cezinha negou qualquer irregularidade.

"Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários", diz o comunicado dos advogados.

O histórico do funcionário

Farani foi expulso da PM paulista em maio de 2023. A Corregedoria da corporação concluiu que ele praticou "atos atentatórios à Instituição, Estado e aos direitos humanos fundamentais, bem como desonrosos (...) consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave".

O processo disciplinar tem relação com a morte do cabo da PM Wanderley Oliveira Júnior, em fevereiro de 2020. O Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo (DHPP) indiciou Farani como mandante do assassinato, e o Ministério Público também o denunciou. Segundo o g1, a acusação era de que ele teria ordenado a morte do colega por conta de um dossiê que apontava a ligação dele com integrantes do PCC da Zona Leste de São Paulo. O sargento ficou preso preventivamente por dois anos e foi absolvido no Tribunal do Júri, em 2022.

A suspeita de ligação de Farani e de outros policiais militares com o PCC segue sob investigação em processos em curso na Justiça Militar e na Justiça comum. Ele é réu na 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

O que vem a seguir

O g1 procurou a assessoria de imprensa do deputado e não obteve resposta até a última atualização da reportagem. A PF afirmou, segundo O Antagonista, que não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados. As ações penais contra Farani seguem tramitando, e a defesa do deputado diz que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre o inquérito que motivou a operação desta segunda.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!

Faça login para comentar. Entrar