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SP tem a maior chuva do Brasil em 24 horas e setembro já é o 4º mais chuvoso desde 1943

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SMPor Sofia Menezes•13 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, Estadão, G1, UOL Notícias, G1 (Grande SP)

A estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na Zona Norte de São Paulo, registrou 75,4 milímetros de chuva entre as 9h de sexta-feira (11) e as 9h deste sábado (12). Segundo o Inmet, foi o maior volume acumulado em 24 horas registrado no país no período, e a Defesa Civil de São Paulo confirmou o recorde. O temporal causou alagamentos na capital e deixou dois homens desaparecidos em Jandira, na Grande São Paulo.

Com a chuva, o acumulado de setembro no Mirante de Santana, onde a série histórica da cidade começou em 1943, chegou a 198,2 mm em apenas 12 dias. O número coloca o mês na quarta posição entre os setembros mais chuvosos já medidos na estação. À frente de 2026 estão 1983, com 243,1 mm, 1993, com 206,7 mm, e 2015, com 201,7 mm, segundo dados do Inmet compilados pela CNN Brasil. Como o mês ainda não terminou e há previsão de novas chuvas, o ranking pode mudar até 30 de setembro. Neste ano, só janeiro choveu mais na estação, com 256,4 mm, segundo o G1.

Enchentes e desaparecidos na Grande São Paulo

Por volta da 1h de sábado, dois homens, de 32 e 33 anos, foram arrastados pela correnteza de um rio durante uma enchente na Avenida Antônio Bardella, no bairro Jardim São Luiz, em Jandira. Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Jandira, um deles estava na área alagada quando o outro e a irmã dele, de 32 anos, tentaram resgatá-lo. A correnteza levou os três, e a mulher só conseguiu sair da água depois de se agarrar a árvores na margem. Ela foi encaminhada para atendimento médico e perdeu contato com os dois homens. O Corpo de Bombeiros faz buscas com apoio da Defesa Civil Municipal.

Entre 0h e 13h20 de sábado, o Corpo de Bombeiros registrou 48 chamadas ligadas à chuva e ao vento na capital e na Região Metropolitana: 20 de enchentes, 16 de quedas de árvores e 12 de desabamentos. Na Marginal do Tietê, principal via expressa da cidade, pistas foram bloqueadas por alagamentos ao longo do sábado, e o rio chegou a correr risco de transbordar, segundo reportaram o Estadão e a UOL.

Umidade da Amazônia sustenta os temporais

Analistas da Climatempo atribuem o volume recorde a três fatores, em explicação publicada pela CNN Brasil: uma frente fria no feriado de 7 de setembro deixou 35,6 mm entre os dias 5 e 6; a partir de 9 de setembro, uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e o Sul do Brasil empurrou uma nova frente fria na sexta, com instabilidade avançando do Paraná para São Paulo; e o jato de baixos níveis, corrente de ar quente e úmido que vem da Amazônia, canalizou umidade para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul e sustentou a formação de nuvens carregadas. Ou seja: parte da água que alagou a maior cidade do Brasil atravessou o continente desde a floresta amazônica.

A Defesa Civil do Estado mantém monitoramento por radares e satélites, com equipes mobilizadas para atender ocorrências, e recomenda que a população evite áreas alagadas ou com correnteza, não tente atravessar vias inundadas e procure local seguro durante temporais.

"Números como esses mostram por que o monitoramento não pode parar. A informação e a percepção de risco são o que permite à população se proteger neste período. Prevenção é o que salva vidas", afirmou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Araújo Monteiro.
Alertas gratuitos chegam por SMS com o envio do CEP da localidade para o número 40199; em emergência, os telefones são 193, do Corpo de Bombeiros, e 199, da Defesa Civil.

A previsão segue ruim no curto prazo. Para este domingo (13), a Climatempo indica chuva durante todo o dia e à noite na capital, com temperaturas entre 14°C e 16°C. A instabilidade deve persistir até segunda-feira (14), perder força a partir de terça (15), e uma massa de ar frio de origem polar na costa do Sudeste deve manter as temperaturas abaixo de 20°C até 17 de setembro.

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