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Tarcísio: relação com Milton Leite foi "institucional"; "ninguém está acima da lei"

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MRPor Marina Rocha•17 de setembro de 2026•Fontes: InfoMoney, G1

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (17) que sua relação com o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), alvo de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, sempre foi "institucional". Ele falou a jornalistas em frente ao futuro Hospital Regional de Itapetininga, no interior paulista, durante agenda de campanha.

A operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no transporte coletivo da capital. Segundo o InfoMoney, os agentes saíram para cumprir 16 mandados de prisão e outros 18 de busca e apreensão. Leite presidiu a Câmara Municipal por seis anos e é aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que elogiou a "história" do ex-vereador e afirmou que cabe a ele provar a própria inocência.

Elogios em plena campanha

Tarcísio foi questionado sobre declarações de 30 de agosto, no lançamento das candidaturas dos filhos de Leite, Alexandre Leite e Milton Leite Filho. Na ocasião, segundo o G1, ele chamou o ex-vereador de grande aliado e contou que a família o acolheu quando chegou a São Paulo. Perguntado se a operação muda seu apoio às candidaturas dos filhos, o governador não respondeu diretamente, segundo o InfoMoney.

Na resposta, ele citou o saneamento nas represas Billings e Guarapiranga e a chegada do trem a Parelheiros, na zona sul da capital, como exemplos da relação. "Isso não tem nada a ver com outras questões, que aí são objeto de investigação", afirmou, segundo o InfoMoney.

"A relação que nós tivemos sempre foi uma relação institucional, uma relação para discutir a questão dos mananciais, o tratamento, o saneamento básico na Billings, na Guarapiranga [...], então sempre foi um relacionamento institucional, um relacionamento propositivo, voltado a projetos", disse Tarcísio.

"Ninguém está acima da lei"

Tarcísio também defendeu que as investigações não seguem critérios políticos. Segundo o G1, ele disse à TV TEM que a operação decorre de investigação iniciada em 2024 sobre a interferência do crime no setor de transportes. "Isso mostra também que ninguém está acima da lei, as operações não enxergam pessoas, não enxergam partidos, não enxergam posicionamento político, elas enxergam fatos", afirmou. O governador acrescentou que os envolvidos têm direito à defesa e ao contraditório, previstos na Constituição, e que cabe à polícia e ao Ministério Público "prestar os esclarecimentos, aprofundar investigações".

Depois da entrevista, Tarcísio fez um discurso e uma passeata no centro de Itapetininga, ao lado dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), e seguiu para Itapeva. A agenda ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A apuração sobre o PCC no transporte de São Paulo segue com a Polícia Civil e o Ministério Público estadual, e Leite permanece alvo de prisão temporária.

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