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The Economist diz que Renan Santos é o candidato mais adequado e critica Lula e Flávio

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MRPor Marina Rocha•25 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, BBC News Brasil

A revista britânica The Economist publicou nesta quinta-feira (24) um editorial sobre a eleição presidencial brasileira. Segundo o semanário, ao ter de escolher entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o Brasil "dá as costas ao seu futuro". Para a revista, o candidato com as "ideias mais adequadas ao momento atual" é Renan Santos, do Missão.

"A escolha apresentada aos brasileiros é cruel", diz o texto. Para a Economist, nenhum dos dois favoritos convence diante de "a corrupção entranhada e a expansão incessante dos gastos públicos", apontados como os dois maiores problemas do país. O editorial afirma que, ao longo do último meio século, a economia brasileira estagnou em relação aos seus pares e à média global de crescimento, e que a eleição de 4 de outubro "oferece pouca esperança de uma reviravolta".

"O potencial do Brasil é óbvio há muito tempo. Quando a capital, Brasília, foi construída nos anos 1950, suas ruas foram desenhadas no formato de um avião, simbolizando um país prestes a decolar. Mas ele ainda está parado na pista."

Críticas a Lula e a Flávio

Sobre Lula, a revista diz que o presidente teve uma postura correta sobre o meio ambiente, mas "fez muito pouco para impulsionar o crescimento econômico ou conter os gastos públicos". O editorial cita a idade do petista, prestes a completar 81 anos, e o compara a Joe Biden, que tinha a mesma idade quando desistiu de disputar a eleição americana de 2024.

Flávio Bolsonaro, segundo o texto, "nega que os seres humanos estejam causando as mudanças climáticas, questiona a integridade das urnas eletrônicas e insinua que não respeitará o resultado caso Lula vença". A revista afirma que a principal proposta do senador é perdoar o pai, Jair Bolsonaro, condenado em setembro de 2025 a 27 anos de prisão por planejar um golpe de Estado, incluindo um plano para assassinar Lula.

O editorial reconhece que instituições vitais do país seguem funcionando. A revista cita a Polícia Federal, que investiga a fraude de Daniel Vorcaro, do banco Master, e a conspiração golpista da família Bolsonaro. Também elogia a imprensa "feroz e independente", a diplomacia "respeitada em todo o mundo" e "até mesmo o Supremo Tribunal Federal", que "foi capaz de mandar para a prisão alguém que conspirou por um golpe de Estado".

Renan Santos e a crise prevista

"Renan Santos, um libertário determinado, é o candidato cujas ideias mais se adequam ao momento atual", diz o editorial. "Ele quer promover reformas estruturais profundas e cortes de gastos para transformar o Brasil em uma grande potência." Segundo a Folha, entre as propostas do candidato do Missão estão uma reformulação completa do Bolsa Família, o fim das cotas no ensino superior e no serviço público, mudanças na distribuição de recursos aos estados e o desenvolvimento de uma bomba atômica, medida que, segundo especialistas, poderia provocar uma corrida armamentista na América do Sul.

A revista reconhece, porém, que o endosso tem limite. "Nem ele nem qualquer outro outsider conseguiram avançar contra as máquinas políticas rivais de Lula e Bolsonaro. O país está caminhando para uma crise previsível", afirma o texto, que projeta forte aceleração do endividamento e dos custos de financiamento do governo, com inflação e recessão. "Assim, o futuro brilhante do Brasil ficará em suspenso por pelo menos mais quatro anos. Ele não está totalmente morto."

Renan reagiu ao editorial em vídeo publicado nesta quinta, segundo a Folha. Nas pesquisas de intenção de voto, o quadro é diferente: na Datafolha divulgada na mesma data e noticiada pelo G1, Lula tem 40% das intenções no primeiro turno, Flávio Bolsonaro tem 36% e Renan Santos tem 3%. A BBC Brasil lembra que a revista já usou a metáfora da decolagem antes: em 2009, publicou capa com o Cristo Redentor subindo aos céus como um foguete, sob o título "Brazil takes off"; quatro anos depois, mostrou a estátua em queda. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro.

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