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Vieira recorre ao STF para obrigar Alcolumbre a instalar CPI do Banco Master

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MRPor Marina Rocha•18 de setembro de 2026•Fontes: Poder360, G1, VEJA

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta terça-feira (15.set.2026) que vai impetrar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a instalar a CPI do Banco Master. O requerimento da comissão reúne 41 assinaturas e está parado há 6 meses na Mesa da Casa. Segundo a VEJA, a expectativa era protocolar a ação ainda nesta terça.

O senador alega falta de resposta do comando do Senado. Segundo ele, Alcolumbre não tem respondido a solicitações formais, ofícios, despachos ou telefonemas sobre o tema. As 41 assinaturas superam o mínimo constitucional para abrir uma CPI, um terço dos 81 senadores, ou 27 nomes.

"Vou entrar com mandado de segurança, novamente, pedindo que o Supremo determine ao presidente da Casa a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para apurar a relação dos ministros com o Daniel Vorcaro", disse Vieira, segundo o Poder360.

O que a comissão investigaria

A CPI apuraria a relação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Vorcaro é investigado por liderar a maior fraude do Sistema Financeiro Nacional, segundo o Poder360. Na ação, Vieira argumenta que o Senado não pode se omitir diante de suspeitas envolvendo integrantes da Corte e que a Constituição dá ao Legislativo poder de fiscalizar e investigar membros do Judiciário.

"Essa Casa não pode se omitir da sua responsabilidade. A Constituição é sábia. Não foi à toa que a Constituição abriu para a gente a possibilidade do processamento de crime de responsabilidade", afirmou Vieira, em nota citada pela VEJA. "O que nós estamos defendendo é investigação. É justiça e lei para todo mundo", disse. O senador também ligou o pedido ao relatório da CPI do Crime Organizado. "É uma infiltração profunda do crime organizado que chegou às mais altas Cortes. Falo isso desde fevereiro de 2019", afirmou, segundo o Poder360.

Pressão no dia da sessão do STF

O anúncio coincidiu com a sessão em que o plenário do STF começou a analisar o relatório da Polícia Federal que cita a relação de Moraes com Vorcaro. Foi a primeira vez que a Corte discutiu a abertura de investigação contra um dos próprios ministros, segundo o G1. Toffoli, um dos dois alvos da CPI pedida por Vieira, declarou-se suspeito e não votou. A sessão terminou sem decisão, interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O próximo passo é o protocolo do mandado de segurança no STF, que decidirá se obriga Alcolumbre a instalar a comissão. No plenário, o prazo de vista de Dino chega a 90 dias; se ele não se manifestar, o caso volta automaticamente à pauta. O presidente da Corte, Edson Fachin, decide se mantém para 23 de setembro a sessão sobre o ministro André Mendonça.

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