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Zema convoca ato em Brasília e presidenciáveis cobram transparência no caso Master

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MRPor Marina Rocha•14 de setembro de 2026•Fontes: Poder360, Folha de S.Paulo

Candidatos à Presidência que se apresentam como alternativas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiram nas redes sociais, entre quinta (10) e domingo (13), à divulgação de documentos das investigações sobre o Banco Master e à crise no STF (Supremo Tribunal Federal). A resposta mais articulada veio de Romeu Zema (Novo), que convocou uma manifestação em Brasília para a terça-feira (15), data em que o plenário da Corte decide se autoriza uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

A sessão deve analisar o relatório da PF (Polícia Federal) com informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, entre elas registros relacionados a Moraes, segundo a Folha de S.Paulo. O ato convocado por Zema está marcado para as 9h, na alameda dos Estados, uma hora antes do início previsto dos trabalhos.

Zema convoca as ruas

O Poder360 noticiou a convocação na noite de quarta-feira (9), horas depois de o presidente do STF, Edson Fachin, tirar Moraes do comando do inquérito das fake news e pautar para o dia 15 o julgamento do pedido de autorização para investigá-lo. Na quinta (10), Zema e o candidato a vice na chapa, senador Eduardo Girão (Novo-CE), reforçaram o chamado, depois que Moraes cancelou um pronunciamento que faria naquela manhã, relata a Folha. Zema afirmou que o ministro estaria "fugindo da raia" e acrescentou: "Quem não deve não teme".

Nas publicações de convocação, o ex-governador pediu presença para "pressionar esse dia que pode marcar a vitória dos brasileiros contra os intocáveis". "Não é mais esquerda contra direita. São os brasileiros contra um intocável", declarou. Zema classificou 15 de setembro como "o início do fim dos intocáveis" e publica nas redes a série "Os Intocáveis", produzida com inteligência artificial, com críticas a integrantes do STF, políticos e empresários citados nas investigações ligadas ao Master.

Em gravação, Girão defendeu a saída de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Lula, segundo a Folha. Neste domingo (13), Zema atacou Alcolumbre, a quem chamou de "paquita do Xandão" e "intocável do Amapá". Disse que pediu o afastamento do senador neste ano, ao lado de Girão.

Em transmissão ao vivo também no domingo, Zema chamou a sessão de terça de "um dos dias mais importantes da história do Brasil". Segundo ele, o julgamento definirá se o país continua como uma "república dos intocáveis", e a pressão das ruas, da sociedade civil e da imprensa pode influenciar o desfecho da crise. Renan Santos (Missão) reagiu à liberação dos documentos na sexta (11). "Essa quebra de sigilo do inquérito do Banco Master vai deixar muito candidato a presidente sem conseguir dormir hoje. Eu vou dormir tranquilo", escreveu.

O que vem a seguir

O plenário do STF reúne-se na terça (15), às 10h, para decidir se autoriza a PF a investigar Moraes com base no relatório sobre o celular de Vorcaro. A manifestação convocada por Zema está marcada para uma hora antes, na alameda dos Estados, em Brasília.

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