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Agregador da BBC coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula no 2º turno

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O agregador de pesquisas para presidente da BBC News Brasil passou a registrar o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário de segundo turno, segundo a própria BBC. A atualização foi publicada na terça-feira (8) e altera a leitura anterior da ferramenta, que apontava empate técnico entre os dois. O 1º turno está marcado para 4 de outubro e, se nenhum candidato superar 50% dos votos válidos, o 2º turno ocorre em 25 de outubro.

O agregador reúne as pesquisas de intenção de voto nacionais em um painel interativo, recalculado conforme novos levantamentos são incorporados. A mudança acompanha uma sequência de leituras com Flávio numericamente à frente no segundo turno: um levantamento do instituto Gerp apontou 47% do senador contra 40% do presidente, e na quarta-feira (9) o instituto Palver registrou 46% a 44% para Flávio, diferença que o JOTA e a UOL classificam como empate técnico, por estar dentro da margem de erro.

O que diz o 1º turno

No cenário de primeiro turno, a pesquisa Palver aponta empate em 40% entre Lula e Flávio, dado também reportado pela CNN Brasil. Pesquisas estaduais do instituto Quaest, divulgadas antes da atualização da BBC, já mostravam o senador à frente de Lula em cenários de segundo turno em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, com o presidente liderando em Pernambuco.

O que está confirmado e o que é provisório

Os dados confirmam, até aqui, a sequência de leituras com Flávio numericamente à frente no 2º turno. O tamanho da vantagem segue provisório: a diferença de 2 pontos da Palver está dentro da margem de erro, e o agregador muda a cada nova pesquisa incorporada. O número de entrevistados e a margem de erro de cada levantamento constam do registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como exige a legislação eleitoral.

Para acompanhar a disputa sem depender de um único número, vale conferir o registro de cada pesquisa no sistema de divulgação do TSE, comparar os resultados de um mesmo instituto ao longo do tempo e observar se as diferenças entre candidatos ficam dentro ou fora da margem de erro. As próximas pesquisas nacionais vão mostrar se a nova leitura do agregador da BBC se mantém.

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