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Brasil confirma 1a morte por Febre do Nilo Ocidental; Europa tambem ve alta de casos

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O Ministerio da Saude confirmou nesta semana a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental (FNO) registrada no Brasil: uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, em Santa Catarina, segundo reportagem da DW Brasil publicada pela Folha de S.Paulo. O caso chama atencao porque a doenca, transmitida por mosquitos, ainda e pouco conhecida no pais, ao mesmo tempo em que autoridades europeias relatam neste ano o maior numero de casos e paises afetados dos ultimos anos.

Segundo o Ministerio da Saude e a CNN Brasil, a vitima e a segunda paciente de FNO ja registrada em Santa Catarina. O primeiro caso do estado, um homem de 56 anos de Cacador, ja recebeu alta. Em Sao Paulo, ha mais dois casos confirmados: uma mulher de 34 anos de Ribeirao Preto, que havia viajado recentemente para a regiao amazonica e se recuperou, e uma adolescente de 18 anos de Sao Jose do Rio Preto, que segue internada. Um sexto caso, no Piaui, ainda esta sob investigacao. A origem exata das infeccoes, ou seja, onde e como cada paciente entrou em contato com o virus, continua sendo apurada pelas equipes de vigilancia epidemiologica, o que por ora permanece uma incognita, nao um dado fechado.

A FNO e causada por um arbovirus da mesma familia de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, transmitido pela picada de mosquitos do genero Culex, os pernilongos comuns, que se infectam ao picar aves silvestres portadoras do virus. Humanos e cavalos sao hospedeiros acidentais: nao transmitem a doenca adiante em condicoes normais. De acordo com o Ministerio da Saude, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas, geralmente leves, como febre de inicio subito, dor de cabeca, dor muscular e nos olhos, nausea e manchas vermelhas pelo corpo. Casos graves, com meningite, encefalite ou paralisia flacida aguda, sao raros, mas foi justamente um quadro neurologico que caracterizou os dois casos catarinenses, segundo a secretaria estadual de saude.

Alta tambem na Europa

O mesmo virus tem preocupado autoridades na Europa, onde a circulacao se intensificou neste ano. Segundo o Centro Europeu de Prevencao e Controle de Doencas (ECDC), citado pela DW, 12 paises europeus ja registraram casos em 2026, tres a mais que no mesmo periodo do ano passado: Albania, Alemanha, Austria, Espanha, Franca, Grecia, Holanda, Italia, Kosovo, Macedonia do Norte, Romenia e Servia. Italia e Grecia concentram o maior numero de infeccoes, com 311 e 157 casos respectivamente. Em 21 regioes do continente, foi a primeira vez que autoridades sanitarias relataram a doenca. Ate 5 de agosto, a Europa somava 12 mortes por FNO no ano; a Holanda, que nao via um caso desde 2020, confirmou uma nova infeccao na semana anterior e reportou mais um obito nesta quarta-feira, segundo a reportagem.

Nao existe vacina nem tratamento antiviral especifico contra a Febre do Nilo Ocidental, segundo a Organizacao Mundial da Saude. O manejo se limita ao controle dos sintomas e, nos casos mais graves, a internacao hospitalar para suporte clinico. Por isso, tanto no Brasil quanto na Europa, o foco das autoridades de saude esta na vigilancia epidemiologica e na prevencao da picada do mosquito, nao em uma cura ou imunizacao disponivel.

Para o publico em geral, a orientacao pratica e a mesma usada contra dengue e outras arboviroses transmitidas por mosquito: eliminar agua parada em casa e no quintal, usar repelente e telas em portas e janelas, e evitar exposicao prolongada ao ar livre no fim da tarde e a noite, horario de maior atividade dos pernilongos. Quem trabalha em areas rurais ou de mata, como agricultores, veterinarios e biologos, tem risco elevado de exposicao e deve reforcar esses cuidados. Pessoas que apresentarem febre alta subita acompanhada de dor de cabeca intensa, confusao mental ou fraqueza muscular apos picadas de mosquito devem procurar atendimento medico o quanto antes, ja que esses sinais podem indicar acometimento neurologico.

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