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Caixa entrega nova proposta para o Saúde Caixa; funcionários votam acordo na segunda

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PCPor Paula Cardoso•18 de setembro de 2026•Fontes: Poder360, Folha de S.Paulo, G1

A Caixa Econômica Federal apresentou na madrugada desta quinta-feira (17) uma nova proposta para o Saúde Caixa, o plano de saúde dos funcionários e principal ponto de impasse da greve nacional iniciada em 10 de setembro. Os empregados votam o texto em assembleias eletrônicas na segunda-feira (21), das 11h às 18h. Até lá, a paralisação segue.

O que a proposta prevê

Segundo a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a mudança central é o teto de participação da Caixa no custeio do plano, que sobe de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades e o banco fica responsável por absorver o déficit do Saúde Caixa. A partir de 2027, o titular contribuirá com 3,7% da remuneração-base, com limite de 9% para o grupo familiar, formado pelo titular e os dependentes diretos. As mensalidades previstas são de R$ 560 para dependentes diretos, R$ 660 para dependentes indiretos filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes, conforme o G1.

O texto mantém o modelo solidário do plano, sem cobrança diferenciada por faixa etária (o chamado pacto intergeracional) e preserva o Saúde Caixa dentro do Acordo Coletivo de Trabalho. A cobrança por consulta em pronto atendimento cai de R$ 150 para R$ 120, e a telemedicina continua isenta de coparticipação. O banco aceitou ainda destinar pelo menos um empregado em tempo exclusivo ao plano em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e Representação Regional de Pessoas (Repes).

O que ainda depende da votação

Nenhuma dessas medidas está em vigor: todas dependem da aprovação nas assembleias de segunda. Se a base aceitar o acordo, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado e os dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias. Segundo a Contraf-CUT, citada pelo Poder360, a PLR, o bônus do Super Caixa e o prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado serão pagos em 30 de setembro, caso o acordo seja aprovado até 21 de setembro. A greve começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta anterior; a categoria bancária como um todo já havia assinado acordo com a Fenaban, com reposição do INPC e aumento real de 0,6% por dois anos, segundo o G1.

Fora do banco, a paralisação tem efeito prático. Segundo a Folha de S.Paulo, a greve pode atrasar a contratação de crédito do programa Move Brasil, de financiamento de veículos, e operações que dependem de análise do banco, como financiamentos imobiliários. Em resposta ao jornal, a Caixa afirmou que as contratações do Move Brasil seguem normalmente e podem ser feitas de forma digital, pelo WhatsApp do banco, ou presencialmente nas agências.

Para quem tem operação pendente, o caminho mais rápido é tentar os canais digitais do banco, que seguem ativos, segundo a própria Caixa. Funcionários devem acompanhar sindicatos e a CEE para participar da assembleia eletrônica de segunda, entre 11h e 18h. O resultado da votação define se a greve termina ou se as negociações recomeçam.

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