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Datafolha: 34% defendem afastamento de Moraes e 37%, de Mendonça

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MRPor Marina Rocha•12 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, G1 Política, G1

Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mede o desgaste dos dois protagonistas da crise do STF (Supremo Tribunal Federal). Para 34% dos brasileiros, o ministro Alexandre de Moraes deve ser afastado temporariamente do cargo; 28% defendem que ele sofra processo de impeachment. Em relação ao colega André Mendonça, 37% apoiam o afastamento temporário e 12%, o impeachment.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades entre terça (8) e quinta (10). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Folha e pela Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-01833/2026. Segundo a Folha, o trabalho de campo terminou antes de episódios importantes registrados na sexta (11).

Como a crise estourou

A crise explodiu no dia 1º de setembro, quando Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, liberou relatório da Polícia Federal com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído pelos investigadores a Moraes. O documento cita o contrato de R$ 131 milhões de Vorcaro com o escritório da mulher do ministro e mensagens em que o banqueiro perguntava se deveria fugir do país para escapar da prisão. A Folha classifica o embate como a crise institucional mais grave da história do tribunal.

Em seguida, Moraes sustentou haver indícios de irregularidades na atuação de Mendonça, entre elas possível favorecimento político, e pediu que o colega fosse investigado no inquérito das fake news. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou o pedido do inquérito e tirou de Moraes a relatoria. A disputa alcançou o comando da Polícia Federal: no dia 8, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada; Flávio Dino determinou a reintegração no dia seguinte; Fachin suspendeu as duas medidas e Rodrigues seguiu no cargo. Em manifestação enviada a Fachin na sexta (11), Rodrigues negou que a PF tenha monitorado Mendonça e afirmou que os relatórios foram produzidos de forma regular e encaminhados a Moraes em cumprimento de ordem judicial.

O que mais a pesquisa mostra

Outras perguntas do mesmo levantamento medem o desgaste institucional da corte. Segundo o g1, 76% dos entrevistados dizem que os ministros do STF têm poder demais e 77% concordam que as pessoas confiam menos no tribunal hoje do que no passado. Ainda assim, 71% dizem que o STF é essencial para proteger a democracia. A crise também aparece na campanha presidencial: para 85% dos eleitores, as acusações contra Moraes não mudaram a intenção de voto; no caso de Mendonça, são 86%. Segundo a Folha, 66% dos entrevistados dizem conhecer o caso envolvendo Moraes.

O próximo capítulo está marcado para terça (15), quando Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para discutir o relatório da PF e o encaminhamento do caso de Moraes. Neste sábado, segundo o g1, Fachin negou o julgamento conjunto dos dois ministros e marcou para 23 de setembro a sessão sobre a conduta de Mendonça. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a nulidade do relatório da PF.

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