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Datafolha: 42% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; aprovação fica em 48%

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O governo do presidente Lula (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos brasileiros, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). A avaliação positiva, somando ótimo e bom, é de 34%. Outros 23% consideram o governo regular. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O instituto ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais nos dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-04029/2026. Na pesquisa anterior, de 11 de setembro, a avaliação negativa também estava em 42%, e a positiva, em 32%. Para a Folha, o resultado, ainda que dentro da margem de erro, indica que o quadro negativo parou de piorar para a campanha à reeleição do petista.

No item de desempenho, 50% desaprovam o governo e 48% o aprovam. Na semana passada, os índices eram 50% e 47%, respectivamente, segundo o g1. A mesma rodada do Datafolha mostra empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência: 39% a 36% nas intenções de voto no primeiro turno e 46% a 44% no cenário de segundo turno. Os dois também empatam na rejeição, com 47% cada um. Segundo o instituto, a diferença de três pontos no primeiro turno é a menor desde a primeira quinzena de maio.

Cenário de campanha

A Folha observa que Lula passou as duas últimas semanas no foco negativo do noticiário político por causa da crise no Supremo Tribunal Federal que atingiu o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o jornal, os indicadores de avaliação servem para apontar limites à busca de votos entre indecisos e eleitores pendulares, que podem definir a eleição.

Reajuste do Bolsa Família

Nesta quinta, quando o levantamento já estava sendo finalizado, Lula anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O repasse mínimo sobe de R$ 600 para R$ 691. Como as entrevistas foram feitas em 15 e 16 de setembro, o efeito da medida não aparece nesta pesquisa. Flávio Bolsonaro classificou o anúncio como um "ato de desespero", em comício em Vitória da Conquista (BA).

"Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições", disse o senador.

O coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou em nota que "dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação". O ministro André Mendonça, do TSE, rejeitou nesta quinta um pedido para suspender o reajuste, sem analisar o mérito da questão. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. O novo piso do Bolsa Família começa a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno, previsto para 25 de outubro.

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