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Diesel sobe a R$ 7,13 por litro e tem maior preço desde maio, aponta ANP

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RAPor Rafael Albuquerque•18 de setembro de 2026•Fontes: Terra, Reuters, G1

O litro do diesel S-10, o combustível de caminhões, ônibus e pickups, custou em média R$ 7,13 nos postos brasileiros nesta semana, alta de 2,3% sobre a semana anterior. É o maior preço desde o fim de maio, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (18). Para o motorista, a conta é simples: uns R$ 0,16 a mais por litro.

Encher o tanque de 40 litros de uma pickup saiu por quase R$ 285. No caso de um caminhão com tanque de 300 litros, o abastecimento chega a R$ 2.139, cerca de R$ 48 mais caro que na semana passada. Como o diesel movimenta o transporte de cargas no país, o repasse tende a aparecer no custo do frete e, depois, nos preços das mercadorias.

Por que o preço subiu

A alta chega junto com o início da retirada do subsídio federal ao diesel, que começou a valer nesta semana, e com a disparada do petróleo e dos derivados no mercado internacional, segundo o g1. O benefício em vigor, de R$ 1,12 por litro, vale até 26 de setembro. Entre 2 de agosto e 12 de setembro o diesel chegou a ficar mais barato que a gasolina, condição que perdeu.

Entenda: o subsídio, chamado no jargão oficial de "subvenção econômica", é um repasse do governo a produtores e importadores para segurar o preço na bomba; o motorista não recebe nada na hora de pagar, o dinheiro chega antes, ao produtor. Além do benefício que termina em 26 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que autoriza mais R$ 1 por litro, com validade de 30 dias. Com as duas medidas valendo ao mesmo tempo, o socorro total chega a R$ 2,12 por litro, quase 30% do preço atual do combustível nos postos.

O socorro do governo

A Petrobras informou que aumentou em R$ 1 o preço do diesel A vendido às distribuidoras, mas que um novo subsídio federal do mesmo valor neutraliza o reajuste, e o preço de venda segue inalterado. O governo também publicou no Diário Oficial uma medida provisória que libera R$ 6,6 bilhões para subsídios à produção e importação de combustíveis, dos quais R$ 5,6 bilhões vão ao diesel. Os recursos saem por crédito extraordinário, fora dos limites de gastos do arcabouço fiscal, a regra que controla as contas públicas.

Segundo o g1, o governo descreve o benefício como uma espécie de "cashback", para compensar a retomada da cobrança de tributos federais sobre o diesel, e atribui a pressão dos preços à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, além do conflito entre Rússia e Ucrânia. O subsídio de R$ 1,12 expira em 26 de setembro e o novo vale por 30 dias, o que deixa o preço das próximas semanas dependente do barril de petróleo no mercado internacional.

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