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Dívida pública federal sobe a R$ 9,28 trilhões em julho, diz Tesouro

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RAPor Rafael Albuquerque•26 de agosto de 2026•Fontes: InfoMoney, G1 Economia

A dívida pública federal chegou a R$ 9,28 trilhões em julho, um crescimento de 0,22% sobre os R$ 9,26 trilhões registrados em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Na prática, é o valor que o governo federal deve a quem comprou seus títulos, dívida que todo contribuinte ajuda a pagar com impostos, seja hoje seja nos próximos anos.

O aumento de julho veio quase todo do pagamento de juros: R$ 85,53 bilhões foram incorporados à dívida só por causa dos juros que incidem sobre os títulos já emitidos. Parte desse efeito foi compensada pelo chamado resgate líquido de R$ 65,14 bilhões, ou seja, o Tesouro pagou de volta mais títulos do que emitiu de novos no período.

Entenda: a dívida pública federal é o dinheiro que o Tesouro Nacional, ligado ao Ministério da Fazenda, toma emprestado para cobrir o rombo entre o que o governo arrecada com impostos e contribuições e o que ele gasta. Quando as despesas superam a arrecadação, o Tesouro emite títulos, vendidos a investidores no Brasil e no exterior, e se compromete a devolver esse dinheiro com juros no futuro.

Dois outros indicadores do relatório mostram a saude dessa divida. O prazo médio, tempo que o governo tem até precisar refinanciar os títulos, passou de 4,01 para 4,05 anos, cerca de duas semanas a mais de fôlego. Já o custo médio acumulado nos últimos doze meses caiu de 12,68% ao ano em junho para 12,45% ao ano em julho, uma taxa que ainda pesa no bolso público e lembra o que muita gente paga num financiamento de veículo.

A reserva de liquidez, o dinheiro que o Tesouro guarda especificamente para honrar pagamentos futuros da dívida, subiu 1,89% em julho, para R$ 1,37 trilhão, ante R$ 1,34 trilhão em junho. Na comparação com julho de 2025, quando essa reserva estava em R$ 988,35 bilhões, o crescimento nominal chega a 38,74%, um colchão bem mais robusto do que havia um ano atrás.

Para o fim de 2026, o Tesouro projeta que a dívida feche entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O órgão também revisou o Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado no mesmo dia: agora espera que entre 49% e 53% do estoque da dívida seja formado por títulos de taxa flutuante, que têm juros atrelados à Selic e sobem ou caem junto com ela, em detrimento de títulos prefixados ou corrigidos pela inflação.

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