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Farmacêutica egípcia avança no desenvolvimento de vacina contra cepa de ebola

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PCPor Paula Cardoso•27 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

A farmacêutica egípcia Minapharm e a organização internacional Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) fecharam um acordo de financiamento de até US$ 16,5 milhões para o desenvolvimento de uma vacina candidata contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola. O projeto, noticiado pela Folha de S.Paulo com base em comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira (27), busca conter o surto ativo na República Democrática do Congo (RDC).

Desenvolvida pela ProBioGen, subsidiária da Minapharm com sede em Berlim, a fórmula ainda está em estágio pré-clínico. O aporte da Cepi cobrirá a conclusão dos testes laboratoriais e a realização dos ensaios clínicos de fase 1 em território africano. Essa etapa inicial é desenhada exclusivamente para verificar a segurança do imunizante e avaliar se o produto desperta resposta imunológica em um grupo reduzido de voluntários saudáveis, antes de eventuais testes de eficácia populacional em fases posteriores.

A iniciativa responde a uma lacuna crítica de saúde pública, já que as vacinas e terapias existentes contra o ebola foram formuladas para a cepa Zaire e não conferem proteção comprovada contra a espécie Bundibugyo. Segundo dados das autoridades sanitárias, o surto declarado em 15 de maio na República Democrática do Congo já soma mais de 5.600 casos confirmados e mais de 2.700 mortes.

Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), destacou a importância de desenvolver tecnologia biomédica no próprio continente africano:

O vírus Bundibugyo está agora por trás do maior surto de ebola já enfrentado pela RDC. Uma vacina candidata desenvolvida por uma empresa africana representa exatamente o tipo de capacidade de que nosso continente precisa, para que a África possa desenvolver e fabricar os instrumentos necessários para proteger sua própria população.

Para profissionais de saúde e viajantes que se deslocam a regiões com transmissão ativa, as orientações preventivas imediatas envolvem evitar contato desprotegido com sangue, fluidos corporais ou itens contaminados por pessoas sintomáticas, além de monitorar sintomas como febre alta, dores musculares e diarreia nas três semanas seguintes ao retorno de zonas endêmicas. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos de vigilância em pontos de entrada e recomenda a busca imediata por atendimento médico caso surjam sintomas após viagens à região.

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