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Home office fica em 7,9% e segue acima do nível pré-pandemia, mostra IBGE

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RAPor Rafael Albuquerque•23 de setembro de 2026•Fontes: G1 Economia, Folha de S.Paulo

7,9% das pessoas ocupadas no Brasil trabalhavam principalmente de casa em 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo IBGE. São 6,6 milhões de pessoas com 14 anos ou mais, um contingente do tamanho da população da cidade do Rio de Janeiro, como observa a Folha de S.Paulo. O percentual segue acima do nível pré-pandemia, de 5,8% em 2019.

A leitura prática: em uma equipe de 100 pessoas, oito cumprem hoje a maior parte da jornada de casa. Em 2019, eram seis a cada 100, e no início da série histórica, em 2012, menos de quatro (3,6%). Na comparação com 2024, o patamar ficou estável, mostra a Folha.

O pico do trabalho em casa veio em 2022, com 8,4%, e a fatia recuou desde então. Ao mesmo tempo, cresceu o trabalho em local fixo: 60,2% atuavam em 2025 em estabelecimentos do próprio empreendimento, contra 57,9% em 2022, conforme o g1. Outras parcelas se dividem entre locais definidos pelo empregador ou cliente (13,8%), fazendas, sítios e chácaras (8,4%), veículos (5%) e vias ou áreas públicas (2,1%).

Entenda: a PNAD Contínua é a principal pesquisa de emprego do país; o IBGE visita milhares de domicílios todos os meses e, no módulo anual Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgado agora, pergunta onde cada pessoa trabalha com mais frequência. Pela regra, um profissional híbrido com três dias em casa e dois na empresa entra na conta do trabalho remoto. O módulo não foi aplicado em 2020 e 2021, no auge da pandemia, por isso o pico real do fenômeno não pode ser medido com precisão.

Onde o trabalho remoto avança

O mapa por estados mostra contrastes fortes. Ceará (10,7%), Distrito Federal (10,6%) e Rio de Janeiro (10,1%) têm mais de 10% da força de trabalho em casa. No outro extremo, Acre (3,6%), Rondônia (4,1%) e Mato Grosso (4,5%) não chegam a 5%, e São Paulo, o estado, registra 8,1%, praticamente a média nacional.

Entre as capitais, a distância é ainda maior. Porto Alegre lidera, com 18,7% dos trabalhadores atuando de casa, quase um em cada cinco. Porto Velho tem o menor índice, 4,2%, e a cidade de São Paulo marca 9,3%, aponta a Folha.

A volta ao escritório

Outras pesquisas citadas pelo g1 mostram que o retorno ao presencial tem sido, em geral, decisão da empresa. Em levantamento da WeWork com a Offerwise, 63% dos trabalhadores atuam presencialmente e, entre eles, 79% seguem o modelo por determinação da companhia. O trajeto virou o incômodo principal: 65% apontam o deslocamento como a maior desvantagem, e mais da metade diz gastar mais com transporte desde a volta.

A gerente de negócios da WeWork Brasil, Beatriz Kawakami, chama esse efeito de "custo silencioso": o gasto não aparece no contracheque, mas corrói tempo livre e orçamento doméstico. As vagas 100% remotas também perderam espaço nas plataformas de contratação, segundo a Gupy, e as ofertas presenciais e híbridas passaram a dominar. Na construção civil e engenharia, a média é de 4,8 dias presenciais por semana, contra 3,3 no setor de serviços, aponta a consultoria Robert Half.

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