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Lucro da Caixa sobe para R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, puxado pelo crédito

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R$ 3,9 bilhões. Esse foi o lucro líquido recorrente da Caixa Econômica Federal no segundo trimestre, 5,9% acima do mesmo período de 2025, informou a estatal nesta quarta-feira (26). Recorrente é o lucro da operação normal do banco, sem eventos pontuais no meio do caminho.

Em outras palavras, a Caixa lucrou cerca de R$ 43 milhões por dia entre abril e junho. É como se, a cada 24 horas, entrasse no caixa o equivalente a mais de 26 mil salários mínimos, hoje em R$ 1.621. Um ano atrás, o ganho no trimestre era de cerca de R$ 3,7 bilhões.

O motor do resultado foi a carteira de crédito, o conjunto de empréstimos e financiamentos do banco: chegou a R$ 1,4 trilhão, alta de 11,9% em 12 meses, segundo a Folha. Os empréstimos a pessoas físicas subiram 8,7%, a R$ 156,5 bilhões, e os a empresas, 6,5%, a R$ 113,9 bilhões. Com mais dinheiro na rua, a margem financeira (o que sobra entre o juro que o banco cobra e o que paga a quem tem dinheiro aplicado) cresceu 20,2%, para R$ 19,7 bilhões.

No financiamento da casa própria, principal negócio da Caixa, o saldo alcançou R$ 1,005 trilhão, avanço de 15% em 12 meses, de acordo com o Valor. O banco responde por 67,7% do mercado habitacional, e 61,5% desses financiamentos usam recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o dinheiro que o empregador deposita todo mês em nome do trabalhador.

Provisão para calotes quase dobra

Entenda: todo banco é obrigado a reservar dinheiro para empréstimos que podem virar calote, as chamadas provisões. Uma regra do Banco Central passou a exigir reserva até para perdas que ainda não aconteceram, mas que o banco espera ter. Por causa disso, segundo a Caixa, as provisões saltaram 97,6% em um ano, a R$ 7 bilhões.

O efeito aparece na rentabilidade. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido, quanto o banco rende sobre o capital próprio) recuou 2,7 pontos percentuais, para 9,16%. No crédito imobiliário, a inadimplência acima de 90 dias foi de 1,26% para 1,45%: de cada R$ 100 financiados, R$ 1,45 estão atrasados.

Do lado da captação, o dinheiro que banca os empréstimos também cresceu. A poupança da Caixa soma R$ 405,6 bilhões, alta de 3,9% em 12 meses. Já as LCIs (letras de crédito imobiliário, investimento isento de Imposto de Renda para pessoa física) saltaram 21,8%, para R$ 271 bilhões.

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