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Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno, aponta pesquisa Indexa

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PCPor Paula Cardoso•18 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, Exame, G1, Poder360, CartaCapital, UOL

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada na terça-feira (15) e publicada pela CartaCapital. No confronto direto, o petista soma 43% das intenções de voto, contra 42% do adversário, uma diferença de um ponto, dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais (nível de confiança de 95%). O instituto ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 10 e 13 de setembro; o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03482/2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

A mudança confirmada pela nova rodada é o estreitamento da disputa. Em um mês, Lula recuou de 46% para 43% e Flávio subiu de 41% para 42%, e a distância entre os dois caiu de cinco pontos para um, a menor da série do instituto, iniciada em maio, segundo o Exame. No cenário de primeiro turno com todos os candidatos registrados, Lula tem 38% (havia marcado 39% em agosto) e Flávio mantém 34%, também empate técnico e a menor diferença do ano. Augusto Cury (Avante) subiu de 1% para 6% e ocupa o terceiro lugar, à frente de Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%.

A Indexa testou outros quatro cenários de segundo turno, todos com Lula na disputa. O presidente venceria Zema por 45% a 34% e Renan Santos por 45% a 35%, e teria empates técnicos contra Caiado (43% a 39%) e Cury (41% a 39%). Nos recortes do duelo com Flávio, Lula lidera entre mulheres (46% a 39%), católicos (47% a 39%), eleitores de até dois salários mínimos (47% a 37%) e no Nordeste (57% a 30%). Flávio vai melhor entre homens (46% a 39%), evangélicos (55% a 30%), quem ganha mais de cinco salários mínimos (47% a 39%) e no Sul (56% a 31%) e no Centro-Oeste (51% a 31%). No Sudeste, o placar é de 44% a 40% para o senador.

Avaliação de governo e confiança no STF

A mesma rodada mediu o clima institucional em meio à crise no Supremo Tribunal Federal. Segundo a CNN Brasil, o governo Lula é aprovado por 46% e desaprovado por 50% dos eleitores, com o índice de aprovação igual ao de agosto; na avaliação geral, 35% consideram a gestão péssima e 34% a avaliam como ótima ou boa. Sobre a Corte, 45% dos entrevistados dizem desconfiar do trabalho do STF e apenas 10% dizem confiar muito, enquanto 68% se declaram totalmente a favor do impeachment dos ministros envolvidos na crise. Um levantamento Datafolha divulgado no fim de semana, citado em colunas ao lado da pesquisa Indexa, mostra divisão semelhante: 28% defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e, para 34%, ele deveria ser afastado para ser investigado, segundo o UOL e o G1.

Como as pesquisas divergem

As estimativas recentes não apontam na mesma direção. A CNT/MDA, divulgada no fim de semana, deu a Lula 47,3% contra 40% de Flávio no segundo turno, segundo a CNN Brasil; a PoderData/Aya, de 10 de setembro, colocou Flávio numericamente à frente, com 47% a 45%, segundo o Poder360. Diferenças dessa ordem são esperadas, porque cada instituto trabalha com amostras, períodos de campo e métodos próprios, e parte delas cabe dentro das margens de erro.

Para ler esses números com segurança, o eleitor pode conferir no site do TSE se a pesquisa tem registro (a desta rodada é a BR-03482/2026), tratar diferenças pequenas como empate, dado o intervalo de erro, e dar mais peso à sequência de rodadas do mesmo instituto do que a um único retrato. Pesquisas medem a intenção de voto no período em que as entrevistas foram feitas; o resultado oficial só existe na urna, em 4 de outubro.

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