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Operação Peça-Chave apura movimentação de R$ 146 milhões em autopeças ilegais

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HBPor Henrique Barros•27 de agosto de 2026•Fontes: G1

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira (27), a Operação Peça-Chave para investigar um suposto esquema de contrabando de autopeças e lavagem de capitais. A apuração fiscal aponta que o grupo investigado movimentou mais de R$ 146 milhões entre 2018 e 2023 sem documentação de comprovação contábil válida.

Ao todo, agentes federais e auditores cumpriram nove mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. As ordens judiciais partiram da 5ª Vara Federal de Campo Grande, que autorizou o recolhimento de documentos, aparelhos eletrônicos, obras de arte, joias e quantias em espécie superiores a R$ 5 mil cuja procedência legal não seja demonstrada no ato.

Origem das suspeitas e método de distribuição

O caso começou a ser delineado após os órgãos de controle financeiro detectarem saques vultosos em espécie e transferências bancárias atípicas em agências situadas na faixa de fronteira. Conforme a representação fiscal, os investigados adquiriam autopeças de fabricação estrangeira introduzidas no país à margem dos trâmites aduaneiros regulares.

Segundo os auditores da Receita Federal, o transporte das mercadorias pelo território nacional utilizava notas fiscais fraudulentas. Essas notas eram emitidas por empresas de fachada, conhecidas como "noteiras", que simulavam transações comerciais inexistentes para mascarar itens que sequer constavam nos registros de entrada de estoque dos depósitos.

Lavagem de bens e próximos passos

A investigação também aponta indícios de ocultação patrimonial por meio de intermediários. Os auditores identificaram contas bancárias em nome de pessoas sem lastro econômico compatível, mas ligadas aos principais alvos, empregadas para receber os valores gerados pelo comércio clandestino.

Todo o material recolhido durante as buscas desta quinta-feira será submetido a perícia técnica e cruzado com os dados fiscais e bancários já obtidos pelos investigadores. O inquérito policial permanece sob acompanhamento da Justiça Federal, que aguardará o relatório final das autoridades antes de qualquer eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal.

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