38% dos eleitores dizem que pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no primeiro turno de 4 de outubro, segundo a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (1º). Para quem ainda decide o voto, o número significa que Lula lidera com folga e fica longe dos mais de 50% dos votos válidos que dariam a vitória em uma única rodada. Vêm em seguida o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 29%, e o escritor Augusto Cury (Avante), com 10%.
A vantagem do presidente sobre Flávio é de 9 pontos. Em um universo de 2.000 pessoas ouvidas, isso equivale a cerca de 180 entrevistados a mais escolhendo o petista. No levantamento estimulado, em que os nomes dos candidatos são lidos ao eleitor, ainda aparecem Renan Santos (Missão) com 6%, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Pablo Marçal (PRTB) com 3% e o ex-governador Romeu Zema (Novo) com 2%, segundo a CNN Brasil.
Em um segundo cenário, sem o nome de Marçal, hoje inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme a InfoMoney, quase nada muda. Lula repete os 38%, Flávio sobe um ponto, para 30%, e Cury chega a 11%. Votos brancos, nulos e indecisos somam 3% cada.
Empate no segundo turno
A disputa muda de figura quando resta um adversário só: Lula e Flávio empatam em 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno, resultado que compara a corrida a uma moeda jogada ao ar. Em 21 de julho, o mesmo instituto dava 45% ao presidente e 42% ao candidato do PL. O levantamento não testou um desempate entre Lula e Cury.
Em outro cenário, Caiado chega a 45%, contra 43% de Lula, diferença dentro da margem de erro. Contra Zema, Renan Santos e Marçal, o presidente fica à frente, com 43% a 40%, 44% a 37% e 44% a 40%, respectivamente. Para a InfoMoney, os cenários indicam avanço da candidatura do Partido Liberal desde o levantamento de julho.
Entenda: toda pesquisa trabalha com uma margem de erro, neste caso de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nas 2.000 entrevistas, dois pontos equivalem a cerca de 40 pessoas, e diferenças desse tamanho não permitem declarar um vencedor, situação chamada de empate técnico. É por isso que o 45% a 43% entre Caiado e Lula não dá liderança a nenhum dos dois.
Rejeição empatada e avaliação ruim do governo
Lula e Flávio têm a mesma rejeição: 50%, o equivalente a um em cada dois eleitores dizendo que não votaria neles. Cury registra a menor taxa da lista, 28%. Na avaliação do governo, 51% desaprovam o trabalho do presidente e 45% aprovam.
O Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é o BR-03490/2026. Segundo a CNN Brasil, o levantamento foi contratado pelo próprio instituto.