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Presidenciáveis somam R$ 151 milhões em gastos a 17 dias do 1º turno

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MRPor Marina Rocha•17 de setembro de 2026•Fontes: G1 Política, G1

A 17 dias do primeiro turno, os principais candidatos à Presidência já declararam R$ 151 milhões em gastos de campanha. Os números vêm do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com dados atualizados até esta quinta-feira (17), e foram compilados pelo G1. A votação está marcada para 4 de outubro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, concentra a maior fatia: R$ 65 milhões. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece logo atrás, com R$ 55 milhões. Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 24 milhões; Romeu Zema (Novo), R$ 4 milhões; Renan Santos (Missão), R$ 1,2 milhão; e Augusto Cury (Avante), R$ 265 mil. Lula já consumiu 73% do teto de R$ 88,9 milhões permitido para o primeiro turno; Flávio, 62% do limite.

Os registros fazem parte da prestação de contas parcial, divulgada na plataforma do TSE DivulgaCand. O relatório cobre as movimentações financeiras entre 16 de agosto e 8 de setembro; o prazo de envio terminou em 13 de setembro. Cada eleição tem teto de gastos por cargo, e os presidenciáveis podem gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno e mais R$ 44,5 milhões no eventual segundo, o que soma R$ 133,4 milhões na campanha inteira. A prestação final deve ser entregue até 30 dias após a eleição, ou após o segundo turno para quem seguir na disputa. Eleitos que não prestarem contas ficam impedidos de ser diplomados enquanto estiverem omissos.

Quase metade da verba de Lula foi para uma só agência

Um único contrato responde por 47% dos gastos de Lula: R$ 31 milhões pagos à agência Delta3 Comunicação por serviços "especializados de comunicação e marketing", segundo o registro no DivulgaCand. A empresa pertence ao publicitário baiano Raul Rabelo e ao diretor de cinema Francisco Mascarenhas Kertész, o Chico Kertész. Os dois foram sócios de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social e integrante da campanha presidencial, na M4 Comunicação, depois rebatizada de Nordx Estratégia e Criatividade. Sidônio não integra mais o quadro societário da empresa.

O restante da planilha de Lula se espalha por produção, mídia e advocacia. A campanha pagou R$ 4,2 milhões à Log Produções & Filmes, R$ 2,7 milhões em publicidade impressa e adesivos à NMC Gráfica, em 100 pagamentos, e R$ 2,5 milhões em impulsionamento de conteúdo no Facebook, valor registrado em nome da plataforma, embora os anúncios também possam circular em outros aplicativos da Meta, como o Instagram. Somam-se R$ 100 mil no Kwai. Os serviços jurídicos chegaram a R$ 4 milhões, divididos entre cinco escritórios; o maior repasse, de R$ 1,5 milhão, foi ao Ferraro e Novaes Advogados, do coordenador jurídico da campanha, Ângelo Ferraro. Lula ainda gastou R$ 1,5 milhão em pesquisas eleitorais internas com a Oma Pesquisa e repassou R$ 950 mil a diretórios estaduais do PT em 11 unidades da federação.

O que vem a seguir

Segundo o levantamento do G1, os gastos revelam estratégias parecidas entre campanhas com orçamentos muito diferentes: comunicação digital, impulsionamento nas redes e serviços advocatícios aparecem nas contas de quase todos os presidenciáveis, e adesivos, santinhos e bandeiras seguem na lista de despesas. O próximo marco da disputa é a votação de 4 de outubro. Quem avançar ao segundo turno ganha teto extra de R$ 44,5 milhões e mais tempo para prestar contas: a entrega final vence 30 dias depois da eleição.

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