A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto e o presidente Lula (PT) com 41% em simulação de segundo turno da eleição presidencial. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais: empate técnico. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece na frente, com 37%, contra 33% do senador pelo Rio de Janeiro, segundo os dados publicados pelo G1. Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que a Folha de S.Paulo descreve como condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. Há uma semana, o petista tinha 36% e o candidato do PL, 31%.
O restante do cenário de primeiro turno
Depois dos dois líderes, o escritor Augusto Cury (Avante) tem 6%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) tem 3% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem 1%, o mesmo que Samara Martins (UP). Brancos, nulos e eleitores que dizem que não vão votar somam 7%, e 8% estão indecisos.
Outros cenários, rejeição e calendário
Na semana passada, a Quaest já registrava empate técnico no segundo turno, com 42% para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula. O petista subiu um ponto e o candidato do PL ficou estável. A consultoria testou ainda quatro outros cenários: Lula 41% contra 39% de Caiado; 41% contra 38% de Renan Santos; 39% contra 35% de Cury; e 46% contra 32% de Zema.
A rejeição dos dois rivais é praticamente igual: 56% dos entrevistados dizem que conhecem Flávio Bolsonaro e não votariam nele, e 55% dizem o mesmo sobre Lula. Entre quem já escolheu um candidato, 79% consideram o voto definitivo e 21% admitem mudar de opinião.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; se ninguém passar da metade dos votos válidos, o segundo acontece em 25 de outubro. Segundo a Folha de S.Paulo, os comitês de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificam nesta reta final a campanha pelo chamado voto útil.