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Temporal no RS deixa quatro mortos e uma desaparecida; alertas seguem até quarta

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SMPor Sofia Menezes•22 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, G1, Agência Brasil, Brasil de Fato, UOL

O temporal que varreu o Rio Grande do Sul na madrugada de segunda-feira (21), com chuvas torrenciais e rajadas que chegaram a 126,7 km/h, deixou quatro mortos e uma mulher desaparecida, segundo a Defesa Civil estadual. O balanço subiu ao longo da terça-feira (22), depois que o Corpo de Bombeiros localizou os corpos de um homem e de uma criança na Serra gaúcha, informam o G1 e a CNN Brasil. Os alertas de mau tempo valem até quarta-feira (23).

A primeira morte foi confirmada pela Polícia Civil em Pelotas: um motociclista morreu ao colidir com um fio caído sobre a rua. Os demais casos ocorreram em Caxias do Sul, na Serra. Na localidade de Parada Cristal, um veículo foi arrastado pela enxurrada; um homem foi resgatado, mas uma adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e uma mulher de 43 anos desapareceram. No bairro De Lazzer, um homem que limpava uma galeria de águas pluviais também foi arrastado pela correnteza. Com os corpos localizados até terça, restava apenas a mulher de 43 anos como desaparecida, e os bombeiros seguem nas buscas.

Estragos em quase 200 municípios

Na segunda, a Defesa Civil estadual contabilizava 119 municípios com ocorrências e 485.170 pessoas afetadas, além de 701 desalojados, 101 desabrigados, 1.009 casas destelhadas, 273 danificadas e 18 destruídas. O número de cidades atingidas, que era de 64 no primeiro balanço divulgado pela Agência Brasil, com 49 delas atingidas sobretudo pelos ventos, chegou a 194 em levantamento posterior, quando a Defesa Civil passou a contabilizar 1.099 pessoas fora de suas casas, 728 delas desabrigadas, reporta a CNN Brasil.

Os estragos variam forte de um ponto a outro do estado. Caxias do Sul registrou 159,4 milímetros de chuva em um único dia. Em Hulha Negra, as rajadas atingiram 126,7 km/h, e no município do Rio Grande, 113,7 km/h, segundo a Defesa Civil Municipal. Em Nova Santa Rita, 400 casas perderam o telhado e a prefeitura suspendeu as aulas. Em Igrejinha, o Rio Paranhana chegou à cota de 3,5 metros, estágio de atenção, e mais de 100 casas ficaram destelhadas. Pelotas amanheceu com telhados arrancados e árvores caídas.

Risco segue até quarta-feira

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta de grande perigo para tempestades no estado, com chuva acima de 60 mm por hora ou 100 mm por dia, ventos superiores a 100 km/h e possibilidade de granizo. A previsão da Defesa Civil é de mais 50 a 80 mm em 12 horas no Norte, nos Vales e na Serra, e de tempestades com rajadas acima de 90 km/h no Noroeste, no Norte e no Nordeste gaúcho até quarta (23). O centro de monitoramento do órgão aponta elevação de arroios e rios na bacia do Guaíba, com risco de alagamentos, enxurradas e extravasamentos.

A região de maior risco é o Vale do Taquari, uma das áreas mais castigadas pelas enchentes de 2024. Ali, oito municípios (Arroio do Meio, Lajeado, Encantado, Santa Tereza, Cruzeiro do Sul, Roca Sales, Muçum e Estrela) receberam alertas por Cell Broadcast, mensagem direta ao celular, e mapas oficiais das manchas de inundação. A Defesa Civil orienta que ninguém retorne a áreas evacuadas antes da liberação dos órgãos oficiais e que os moradores levem os animais domésticos ao sair de casa. É mais um episódio de extremos climáticos em um estado que acumula grandes enchentes desde 2023; os alertas diretos ao celular fazem parte da resposta montada depois da tragédia de 2024.

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