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Tiago Moreira

cities · cidades · cotidiano · daily life

Repórter de cidades e cotidiano: transporte, moradia e a vida como ela acontece na rua.

infrastructure

Ônibus tomba na BR-122, na Chapada Diamantina, e deixa ao menos 7 mortos e 13 feridos

Por volta das 23h de sexta-feira (25), um ônibus que fazia a linha Fortaleza-Palmas tombou na BR-122, a cerca de 15 quilômetros de Iraquara, na Chapada Diamantina, no interior da Bahia. Ao menos sete pessoas morreram e 13 ficaram feridas, segundo o g1. Os dois motoristas, funcionários da empresa Real Maia, não se feriram. O trajeto e a empresa foram apurados pela TV Bahia, afiliada da Globo no estado.Os feridos receberam os primeiros socorros no local e foram encaminhados ao Hospital Regional de Seabra, a unidade de referência da região. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e, na manhã deste sábado (26), as equipes seguiam trabalhando no trecho.Entre os mortos está o soldado da Polícia Militar Luca José Jesus Santana, lotado na 28ª CIPM, em Ibotirama. Ele viajava de carona e estava fardado no momento do acidente.A PM informou que, depois do destombamento do ônibus, existe a possibilidade de localização de outras vítimas, o que pode aumentar o número de mortos. A causa do tombamento ainda não foi determinada, e as circunstâncias ainda serão apuradas pelas autoridades.ServiçoFeridos: internados no Hospital Regional de Seabra, referência da Chapada Diamantina.Resgate: equipes da PM e dos Bombeiros seguem no trecho da BR-122, a cerca de 15 km de Iraquara, neste sábado (26).Balanço provisório: a PM alerta que outras vítimas podem ser localizadas após o destombamento do veículo.Investigação: a causa ainda não foi determinada.

TMTiago Moreira
brasilia

Pane em GPS deixa voos da Azul no chão e filas no aeroporto de Brasília

Uma passageira que ia embarcar às 19h20 em Brasília, rumo ao aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, contou à TV Globo que, no horário previsto para a decolagem, o embarque nem tinha começado. No painel do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, nesta terça-feira (22), havia voos da Azul marcados com a palavra "cancelado". Por volta das 20h30, centenas de pessoas formavam filas nos balcões da companhia, sem informação sobre se voariam na mesma noite ou nos dias seguintes, segundo o g1.O problema estava longe do balcão de check-in. Em nota divulgada no início da noite, a Azul disse que uma "instabilidade global no sistema de GPS" estava impactando a operação da frota Embraer E2, de aviões fabricados pela Embraer."Por precaução, a Companhia está adotando medidas operacionais que podem resultar em ajustes na malha e nos horários de alguns voos. A empresa orienta que os Clientes com voos impactados verifiquem o status de sua reserva nos canais oficiais da Companhia antes de se dirigir ao aeroporto."O tamanho do problemaSegundo a Folha de S.Paulo, com dados do site especializado Aeroin, praticamente todos os jatos E195-E2 que a Azul opera perderam a recepção do sinal de GPS na tarde desta terça. Às 17h30, apenas dois estavam no ar, um a caminho de Recife e outro de Porto Alegre, ambos saídos de São Paulo. As outras 43 aeronaves do modelo não decolaram. Em Congonhas, na capital paulista, o painel mostrava, no fim da tarde, três voos cancelados, dois para Belo Horizonte e um para Curitiba, além de um atraso para o Rio de Janeiro.Quem responde pelo conserto é o fabricante. Um comunicado da Embraer, repassado por pilotos e ao qual a reportagem da Folha teve acesso, confirma relatos de perda de GPS em várias aeronaves E2 de diferentes operadoras e diz que a falha deixa o avião indisponível para voar. A empresa informou que investiga a pane junto com a Honeywell, responsável pelo sistema, para determinar a causa e a extensão do problema. Procurada pelo g1 e pela Folha, a Embraer não respondeu até a publicação das reportagens. O g1 também pediu à Inframerica, que administra o aeroporto de Brasília, um balanço dos voos afetados, e não recebeu retorno.As outras companhias brasileiras dizem estar fora do problema. A Latam, que encomendou modelos da Embraer, afirmou que não registrou anormalidade porque só vai integrar esses aviões à frota em dezembro. A Gol informou que não opera a linha E2.O que o passageiro deve fazerAntes de ir ao aeroporto, confira o status da reserva nos canais oficiais da Azul, como site e aplicativo. A recomendação é da própria companhia.Passageiros com voo afetado recebem a assistência prevista na Resolução 400 da Anac, norma da agência que regula a aviação civil e define os direitos em casos de atraso e cancelamento.Funcionários da Azul em Brasília disseram a uma passageira que alguns voos seriam realocados para a Latam, mas que nem todos os destinos e passageiros poderiam ser atendidos dessa forma.

TMTiago Moreira
Politics

Estudo aponta 2.162 doações inconstitucionais de imóveis públicos a igrejas

Em muitas cidades brasileiras, o terreno da igreja da praça já foi da prefeitura. Um levantamento inédito mediu essa prática em escala nacional: 4.802 normas municipais aprovadas entre 1995 e 2025 transferem a propriedade ou o uso de imóveis públicos para instituições religiosas. O estudo é do Observatório do Estado Laico (OEL) e foi noticiado no domingo (20) pela coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, com reportagem de Jullia Gouveia.No dia a dia dos municípios, essas transferências aparecem como leis e decretos que doam terrenos, lotes ou prédios a paróquias e igrejas, ou cedem o uso desses bens. A aprovação depende das câmaras de vereadores e das prefeituras. O levantamento catalogou normas de todo o país publicadas nos últimos 30 anos.Por que o estudo fala em inconstitucionalidadeDo total de normas identificadas, 2.162, o equivalente a 45%, preveem destinação exclusivamente religiosa do imóvel. Para o OEL, esses casos são incompatíveis com a Constituição porque representam financiamento público de cultos religiosos e igrejas. A Carta de 1988 proíbe, no artigo 19, que União, estados e municípios estabeleçam cultos religiosos ou igrejas, os subvencionem ou mantenham com eles relações de dependência ou aliança.O OEL é uma organização dedicada a monitorar a relação entre poder público e religião. Segundo o grupo, ele levanta e analisa leis, decretos e outros atos normativos nos três níveis da federação para identificar padrões de aproximação, privilégio ou tratamento desigual entre o Estado e grupos religiosos. Doações de bens públicos a igrejas estão entre as violações que o observatório acompanha. Entre os pesquisadores ligados ao grupo estão a advogada Meliza Franco, doutora em Direito do Estado pela USP e diretora executiva, o economista Raphael Corbi, professor titular da FEA-USP, e o juiz federal Renato Nigro, pesquisador associado.Como cada doação depende de norma municipal, a decisão de manter ou interromper a prática cabe a prefeitos e vereadores. O Ministério Público e o Judiciário podem questionar as transferências já feitas. O observatório afirma usar as evidências que produz em atuação jurídica e institucional, uma de suas frentes de trabalho ao lado do monitoramento e da pesquisa.O que o levantamento aponta:4.802 normas municipais no Brasil transferem a propriedade ou o uso de imóveis públicos a instituições religiosas, no período de 1995 a 2025.2.162 dessas normas (45%) preveem destinação exclusivamente religiosa e foram classificadas como inconstitucionais pelo OEL.Para o observatório, esses casos configuram financiamento público de cultos, vedado pela Constituição de 1988.

TMTiago Moreira
justice

STJ suspende em todo o país ações sobre aluguel por Airbnb em condomínios

No Edifício Copan, o bloco gigante do centro de São Paulo, chega a funcionar um ponto de apoio físico do Airbnb, como registrou a Folha de S.Paulo em foto de maio. Na maioria dos prédios do país, porém, a convivência com a plataforma é uma briga: vizinhos reclamam de hóspedes desconhecidos no elevador, síndicos aplicam multas e proprietários recorrem à Justiça. Esse litígio inteiro acabou de ser congelado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).O tribunal e a Folha noticiaram nesta quinta-feira (17) que a Segunda Seção do STJ determinou a suspensão, em todo o território nacional, dos processos individuais e coletivos que discutem se um condomínio residencial pode impedir a locação de unidades por curta temporada em plataformas digitais mesmo quando a convenção não traz proibição expressa. Segundo o jornal, o STJ comunicou a decisão aos Tribunais de Justiça e aos Tribunais Regionais Federais.O que o tribunal vai decidirA suspensão decorre da transformação do assunto em tema de recursos repetitivos, o rito que produz uma única interpretação para o país inteiro. A afetação foi aprovada por unanimidade em 26 de maio e o tema foi registrado como 1.443, a partir dos recursos especiais 2.272.536, de São Paulo, e 2.272.537, de Santa Catarina, relatados pelo ministro Raul Araújo. A pergunta é específica: a cláusula de destinação exclusivamente residencial da convenção basta para barrar o aluguel por plataformas, ou é preciso uma vedação escrita?Enquanto o julgamento não sai, a decisão não cria regra nova, não proíbe nada e não autoriza nada; os processos apenas esperam. Quando vier, a tese será obrigatória para juízes e tribunais, com base nos artigos 927 e 1.036 do Código de Processo Civil, e deve orientar milhares de casos, escreve o advogado Cristiano de Souza Oliveira, em análise publicada no portal jurídico Migalhas. Não há data anunciada para o julgamento do tema.Um julgamento anterior indica por onde a corte vem caminhando. Em 7 de maio, a mesma Segunda Seção decidiu, por maioria, no recurso 2.121.055, relatado pela ministra Nancy Andrighi, que a exploração reiterada e profissional de imóveis por curta temporada pode descaracterizar a finalidade residencial do condomínio, e que liberar essa atividade exige assembleia com dois terços dos condôminos, prevista no artigo 1.351 do Código Civil. A diretora-geral do Airbnb na América do Sul, Fiamma Zarife, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, em entrevista citada pelo portal Direcional Condomínios, que aquele julgamento era "pontual e não vinculante".O assunto também está no Congresso. A locação para temporada é disciplinada pelos artigos 48 a 50 da Lei do Inquilinato (8.245/1991), mas não existe lei federal que a proíba em prédios residenciais. O PL 2.474/19 propõe vedar a locação por aplicativos em condomínios exclusivamente residenciais, salvo previsão expressa na convenção, e o tema foi incorporado ao PL 4/25, a reforma do Código Civil em tramitação no Senado, segundo o Migalhas. O próprio STJ reconheceu, em decisão de 2021 citada pelo portal, que "até o momento, não há legislação tratando da locação de imóvel situado em condomínio edilício para estreitos períodos por meio de aplicativos".O que muda agoraQuem é parte em ação sobre o assunto, a favor ou contra o aluguel por temporada, deve aguardar: o processo fica suspenso até a tese do Tema 1.443.A suspensão não proíbe nem autoriza nada; as regras internas de cada condomínio seguem valendo.Síndicos podem continuar notificando unidades com base na destinação residencial, descrevendo fatos concretos, como a troca constante de hóspedes, orienta o advogado de condomínios Marcelo Falleiros, do portal Direcional Condomínios.Para liberar a locação por temporada, o caminho indicado pelo STJ em maio é assembleia com dois terços dos condôminos.

TMTiago Moreira
accident

SP paralisa 26 empreendimentos das construtoras ligadas ao desabamento na Penha

Um prédio de 12 andares em construção caiu sobre uma casa na madrugada de sábado (12), na Rua Tequici, na Penha, Zona Leste de São Paulo. Seis pessoas morreram, entre elas uma mulher grávida e uma criança, e um homem e uma criança foram retirados dos escombros com vida, segundo a CNN Brasil. Vizinhos haviam relatado rachaduras em imóveis ao redor antes do desabamento, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil. Três dias depois, a Prefeitura de São Paulo determinou a paralisação de 26 empreendimentos ligados às construtoras New Home e Hastiforme, responsáveis pela obra que ruiu.A suspensão foi determinada pela Controladoria Geral do Município (CGM) e vale tanto para canteiros de obras ativos quanto para processos de licenciamento ainda pendentes de avaliação, segundo o g1. A medida busca "resguardar o interesse público" enquanto são apuradas as causas do acidente e as responsabilidades dos envolvidos, disse a prefeitura, na gestão Ricardo Nunes (MDB). Do total, 18 empreendimentos estão ligados à New Home e oito à Hastiforme, e dois tiveram pedidos apresentados pelas duas empresas. A maioria fica nas zonas Leste e Sul da cidade.O levantamento da prefeitura, obtido pelo g1, mostra que apenas cinco dos 26 empreendimentos tinham alvará aprovado. Os demais estão indeferidos, em tramitação ou pendentes de regularização. Mesmo assim, há indícios de obras iniciadas em ao menos oito endereços, alguns em estágio avançado ou até concluídos. Um conjunto de sobrados na Rua Colatina, na Cidade Patriarca, consta como quase pronto sem licença definitiva. Um prédio de três andares na Rua Jaborandi, na Penha, aparece como concluído com o processo ainda aberto. E um condomínio fechado de sobrados de "alto padrão" na Avenida Padres Olivetanos, divulgado pela New Home nas redes sociais, teve o alvará indeferido, embora a prefeitura tenha identificado indícios de obras desde junho de 2023.O que muda para moradores e compradores26 empreendimentos paralisados: canteiros ativos e processos de licenciamento das duas construtoras ficam suspensos até nova ordem.Vistorias extraordinárias: todos os canteiros ativos serão inspecionados pelas subprefeituras e pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL); obras com problema estrutural podem ser interditadas.Situação dos alvarás: apenas cinco dos 26 empreendimentos tinham aprovação; os demais seguem indeferidos, em tramitação ou pendentes de regularização.Quem responde pelo casoA CGM também afastou por 120 dias a servidora Viviane Rodrigues de Palma, fiscal da Subprefeitura da Penha, que fez em 2024 a vistoria que autorizou a continuidade das obras do edifício que ruiu. Em depoimento à CGM, ela disse que a inspeção foi feita apenas pelo lado de fora, porque não conseguiu acessar a construção, e que o prédio parecia abandonado, segundo o g1. O relatório assinado por ela na época dizia outra coisa: a obra estava em fase final da execução estrutural e a demolição exigida pela prefeitura havia sido feita "em sua integralidade".O prédio da Rua Tequici tinha histórico de irregularidades: foi multado (uma das multas chegou a R$ 119 mil), interditado e alvo de ação judicial da prefeitura que pedia a demolição da obra irregular, com liminar determinando a paralisação dos trabalhos. O alvará concedido em 2023 autorizava uma edificação nova, mas exigia a demolição de uma estrutura antiga de cerca de seis pavimentos. A suspeita, investigada pela CGM e pela Polícia Civil, é de que essa condição não tenha sido cumprida. As causas do desabamento ainda dependem dos laudos periciais.Na esfera criminal, Ronaldo Vivacqua, apontado como sócio oculto da New Home, foi preso temporariamente no domingo (13), e o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão na segunda-feira (14). O filho dele, Cristiano Vivacqua, engenheiro responsável pela obra, e a proprietária da empresa, Isis Brandão, têm prisão decretada e estão foragidos; a defesa de ambos afirmou que pretendem se apresentar voluntariamente às autoridades. Em nota, a New Home disse que permanece à disposição das autoridades e que presta apoio às famílias atingidas pela tragédia na Rua Tequici.

TMTiago Moreira
aviation

Regras da Anac autorizam conter passageiro indisciplinado e antecipar fim da viagem

Quem embarcou em um voo doméstico nesta segunda-feira (14) entrou em um avião com regras diferentes das de domingo. Se um passageiro partir para a agressão, a tripulação pode segurá-lo com força física. E, em casos graves, a companhia aérea pode encerrar a viagem antes e obrigar quem causou o problema a desembarcar longe do destino final.A mudança está na Resolução nº 800/2026 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), aprovada em março e em vigor desde segunda, segundo a Agência Brasil e a Folha de S.Paulo. Vale apenas para voos dentro do país. As punições podem chegar à suspensão do direito de embarque por até 12 meses.O diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein, disse a jornalistas que a norma responde a episódios cada vez mais graves a bordo, como agressões, tentativas de abrir saídas de emergência e ameaças de bomba."Eu gosto de fazer um paralelo com o feminicídio: precisamos esperar alguém morrer para criar uma regra? Não. Se fosse apenas um [caso grave], faríamos a regra assim mesmo. Apenas um caso pode se tornar um acidente aéreo."Faierstein deu a declaração em entrevista para detalhar as regras, relatou a Folha.Como funciona a puniçãoFumar a bordo é exemplo de conduta grave. Assédio sexual e racismo entram na lista das gravíssimas. Para esses grupos, a multa-base é de R$ 17,5 mil, valor que pode ser ajustado conforme o caso, em processo administrativo. É preciso prova, como vídeos ou testemunhos. Quem comete ato gravíssimo pode ainda entrar na chamada "no fly list", uma lista que barra a compra de passagens e o embarque em voos domésticos de qualquer empresa por seis a 12 meses.Quem aplica a punição é a própria companhia responsável pela ocorrência. Ela precisa comunicar o passageiro e garantir o direito de defesa. Para a suspensão funcionar, as empresas vão compartilhar entre si os dados necessários para identificar quem está barrado. A tripulação, as companhias e os operadores de aeroporto também podem agir na hora: advertência, chamada da polícia, contenção do passageiro e retirada da aeronave.O que muda para quem voaAs regras valem desde 14 de setembro de 2026 e só para voos domésticos no Brasil.Tripulantes podem usar força física para conter passageiros indisciplinados.Em casos graves ou gravíssimos, a empresa pode encerrar o contrato de transporte e o passageiro desembarca antes do destino.Multa-base de R$ 17,5 mil para condutas graves e gravíssimas.Ato gravíssimo pode levar à lista de proibição de voo por seis a 12 meses, em qualquer companhia.

TMTiago Moreira
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Operação contra PCC nos ônibus de SP mira ex-presidente da Câmara Milton Leite

O ônibus da Zona Sul seguiu lotado nesta quinta-feira (17), como em qualquer manhã de São Paulo. A diferença ficou longe dos pontos: a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram a Operação Vectura Corrupta, que apura a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) nas empresas de ônibus da capital, e um dos alvos é Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal que construiu a carreira política no Grajaú, na Zona Sul da cidade.A ação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Segundo a Folha de S.Paulo, os mandados foram expedidos pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do estado e pela Vara Estadual de Garantias de Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Direitos. A operação é conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, com apoio do Gaeco, o braço do Ministério Público no combate ao crime organizado.Contra Leite, de 70 anos, o Tribunal de Justiça autorizou prisão temporária de 30 dias. Ele não foi encontrado quando policiais foram à casa dele; segundo apurou a GloboNews, diante do que foi visto no imóvel, a Polícia Civil passou a considerá-lo foragido. Em nota, o ex-vereador negou. "Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações", declarou. Segundo o G1, uma funcionária da casa relatou que ele saiu na noite de quarta-feira (16) para um compromisso de campanha.Leite deixou a Câmara em 2024, depois de sete mandatos e quatro passagens pela presidência da Casa. Foi o segundo vereador mais votado da cidade em 2020, com 132.716 votos, e hoje preside o União Brasil na capital e a federação estadual União Progressista, formada com o PP. Ao anunciar a aposentadoria da vida pública, disse que pretendia "ir pescar, cuidar da saúde, da família e dos negócios".O que a investigação apontaPara os investigadores, a facção controla direta ou indiretamente parte das empresas que colocam ônibus na rua todos os dias. São 12 companhias citadas: Viação Transcap, Alfa Rodobus, Transwolff, A2 Transportes, Imperial Transportes, Move Bus, Pêssego, Allianz, Transunião, Qualibus, Norte Bus e Spencer. Em nota, o Ministério Público resume a suspeita:"Foram identificadas pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros em operação na cidade de São Paulo que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC, parte das quais já foram objeto de investigações anteriores por parte da Polícia Civil do Estado de São Paulo e do Ministério Público, inclusive com denúncias já ofertadas."A Transwolff, uma das citadas, já tinha sido alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, quando seu então presidente, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, foi preso sob suspeita de vínculos com a facção. Segundo o G1, o pedido que embasou a nova operação cita declarações de policiais militares, prestadas em procedimento no Tribunal de Justiça Militar, segundo as quais Leite seria o dono de fato da Transwolff. A apuração da GloboNews indica ainda que decisões estratégicas das empresas suspeitas de ligação com o PCC dependeriam do conhecimento ou da aprovação política do ex-vereador.Também foram presos Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, a agência municipal que administra o transporte por ônibus na capital, e Danilo Marco Morgado Silva, que disputou a Prefeitura de Praia Grande em 2024 e tinha candidatura a deputado estadual com registro cassado. Segundo a investigação, Levi mantinha encontros periódicos com José Daniel Satilite, apontado como um dos personagens centrais do esquema, para tratar de interesses da facção em empresas de transporte, e a campanha de Danilo teria sido financiada pela organização criminosa. A Vectura Corrupta é desdobramento da Operação Decúrio, de agosto de 2024, que identificou a rede de comunicação do PCC, com os núcleos Sintonia Restrita e Sintonia dos Gravatas, este último formado por advogados, e um projeto de infiltração do crime organizado nas eleições municipais daquele ano. Os investigadores apuram ainda o financiamento de campanhas pela facção na disputa atual.O que muda, para quemMilton Leite: alvo de prisão temporária de 30 dias; a Polícia Civil o considera foragido; ele diz estar viajando e que se apresentará em até 24 horas.Outros presos: o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva.Onde: sete cidades, da capital ao litoral (São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão).Empresas de ônibus: 12 companhias citadas na investigação; até a publicação, não houve anúncio de suspensão de linhas.

TMTiago Moreira
sao-paulo

Estrutura de obra embargada desaba sobre casa na Penha e mata cinco

Por volta das 2h deste sábado (12), um estouro acordou a Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo. O morador Tiago dos Santos contou ao G1 que ouviu um barulho muito forte e que, ao sair, viu que um prédio em construção havia caído sobre uma casa de esquina. Os escombros chegaram a uma praça próxima.O desabamento deixou cinco mortos. Segundo os Bombeiros, citados pela Folha de S.Paulo, foram sete vítimas no total, quatro delas crianças, e apenas duas foram resgatadas com vida: uma criança de 7 anos e um homem de cerca de 30, de acordo com o G1. Duas mulheres foram retiradas dos escombros sem vida, uma delas grávida. Na manhã deste sábado, 58 bombeiros e 21 viaturas seguiam no local, com apoio das Defesas Civis estadual e municipal.A obra estava embargada, segundo informaram os bombeiros no local ao G1. A causa do desabamento ainda será apurada: a Defesa Civil estadual diz que a ocorrência não está diretamente relacionada às chuvas da madrugada e que, embora chovesse no momento, não é possível afirmar que a chuva foi a única causa. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura acompanha a ocorrência.Madrugada de tempestadeO desabamento aconteceu durante uma noite de chuva intensa na capital. A Defesa Civil do estado havia emitido alerta severo para tempestades em todo o território paulista, com previsão de chuva forte, rajadas de vento e granizo. Segundo a CNN Brasil, até a manhã deste sábado foram 25 ocorrências em municípios paulistas, com uma pessoa ferida, 23 desabrigadas e 66 desalojadas; não há registro de mortes ou desaparecidos oficialmente ligados às chuvas. A maior rajada de vento foi registrada em Piraju, a 92,6 km/h; na capital, o pico foi de 51,5 km/h.A mesma madrugada registrou outros desabamentos na região metropolitana. No Jabaquara, zona sul, um terreno com três casas desmoronou por volta das 4h, segundo a Folha, e moradias vizinhas foram interditadas por risco. No Jaraguá, zona norte, uma garagem cedeu cerca de seis metros sobre uma residência e deixou um carro pendurado. Em Juquitiba, um desmoronamento atingiu um cômodo de uma casa e outra residência desabou, deixando um homem de 49 anos ferido. Na Sapopemba, zona leste, uma residência desabou e 24 pessoas ficaram desalojadas, segundo a Defesa Civil.O que fazer diante das tempestades, segundo a Defesa Civil:A Defesa Civil enviou 15 alertas de Cell Broadcast durante a madrugada para o litoral, o Vale do Ribeira, a Grande São Paulo e outras regiões; os avisos seguem conforme a evolução das tempestades.Em caso de tempestade, procure abrigo e evite áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas.Não atravesse áreas alagadas ou com correnteza e fique longe de coberturas, placas e estruturas vulneráveis em rajadas de vento.

TMTiago Moreira
pisa

SP supera Catar em Leitura e fica atrás da Ucrânia em Matemática no Pisa

No Parque Grajaú, na zona sul da capital paulista, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) parou nesta quarta-feira (9), durante visita a um Armazém Solidário, para celebrar o resultado de São Paulo no Pisa, o exame internacional da OCDE aplicado a estudantes de 15 anos. "A gente foi para a 2ª posição no país", afirmou. Os dados por estado, divulgados na véspera, colocaram São Paulo em 2º lugar entre as 27 unidades da Federação, atrás apenas do Paraná.As notas somam o desempenho de alunos de escolas públicas e particulares. São Paulo alcançou 434 pontos em Leitura, 443 em Ciências e 404 em Matemática. A OCDE divulgou os dados por estado brasileiro, separação que nem todos os países têm. Se São Paulo fosse um país, segundo levantamento do Estadão, ficaria acima do Catar em Leitura, atrás da Ucrânia em Matemática e empatado com Chile e Israel em Ciências, dentro da margem de erro.O que os números dizemMédia geral de 427 pontos em São Paulo, contra 436 do Paraná, líder nas três áreas. Santa Catarina vem em 3º.Brasil: 408 em Leitura, 377 em Matemática e 409 em Ciências, na 52ª, 71ª e 67ª posições entre cerca de 90 países e economias, segundo o O Globo.Em Leitura, sua melhor área, São Paulo ficaria na 39ª posição mundial, próximo de Luxemburgo e Eslovênia.Cerca de 2 mil estudantes paulistas fizeram a prova em 2025. No país, foram 30.140 alunos, de 1.053 escolas.Tarcísio definiu a prova como "reconhecida internacionalmente" e capaz de medir "o raciocínio lógico, o conhecimento aplicado a situações da vida". Ao Estadão, o secretário estadual da Educação, Renato Feder, celebrou as notas e disse que a rede paulista cobra conteúdos que preparam o jovem para o futuro."São Paulo teve uma evolução importante no Pisa, tanto em ciências como em leitura, também em matemática. A gente foi para a 2ª posição no país. Nós vamos trabalhar para melhorar esses resultados cada vez mais, mas realmente foi algo que nos motivou bastante."Uma subida que atravessa governosA escalada de São Paulo não começou nesta gestão. O estado era o 11º em 2006, subiu ao 7º em 2009 e em 2012, chegou ao 6º em 2015 e agora alcançou o 2º lugar, uma trajetória que passa por governos de partidos diferentes. Como o Pisa avalia jovens de 15 anos, os estudantes testados em 2025 começaram a vida escolar antes da posse de Tarcísio, em janeiro de 2023, e o resultado não pode ser creditado só ao governo atual, como lembra o Poder360. O dado chega em plena campanha eleitoral: Tarcísio disputa a reeleição contra Fernando Haddad (PT), ministro da Educação entre 2005 e 2012.Os dados por estado também mostram o abismo entre regiões. Estados mais pobres do Norte e do Nordeste se saem invariavelmente pior que os do Sul e do Sudeste, o que, para Ernesto Faria, diretor do Iede, escancara a necessidade de mais equidade. "É razoável esperar associação importante entre os resultados e o nível socioeconômico dos estudantes", afirmou Gabriel Correa, diretor de políticas públicas do Todos pela Educação, ao Estadão. Aos 15 anos, completou ele, o desempenho reflete o acúmulo de oportunidades ao longo de toda a trajetória escolar. Os rankings estaduais têm margem de erro maior, e notas muito próximas são tratadas como empate.O resultado sai em um ciclo difícil para o mundo: a edição de 2025 do Pisa, aplicado a cada três anos pela OCDE, reuniu cerca de 760 mil estudantes de 91 países e economias e registrou queda histórica de desempenho. O Brasil melhorou desde 2006, mas segue abaixo da média da OCDE nas três áreas. No país, 72,4% dos avaliados estudavam em escolas estaduais e 84,7% cursavam a 1ª ou a 2ª série do ensino médio. A Ucrânia, usada como parâmetro em Matemática, participou com apenas 18 de suas 27 regiões, conforme o O Globo.

TMTiago Moreira
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Cabo Verde enterra vítimas de ônibus que caiu no Fogo e matou ao menos 25 pessoas

Ao lado da igreja de São Lourenço, na ilha do Fogo, covas foram abertas neste domingo (6) para receber as vítimas do acidente da noite de sábado (5). Um ônibus que voltava de um passeio nas proximidades do vulcão Pico do Fogo saiu da pista, despencou por uma encosta de cerca de 30 metros e deixou ao menos 25 mortos, a maioria crianças e adolescentes. O balanço oficial foi divulgado pelas autoridades em comunicado lido pela rádio pública do país.O veículo levava 32 pessoas de volta para a cidade de São Filipe. A viagem fazia parte de uma excursão anual, organizada de forma particular pelo próprio motorista, que também morreu, pouco antes do início do ano letivo. Segundo a Folha de S.Paulo, autoridades da área de educação disseram que o passeio não havia sido organizado pelas escolas locais, embora muitos dos passageiros fossem alunos do ensino fundamental e médio.Testemunhas relataram à agência France-Presse (AFP) que um dos pneus do ônibus estourou momentos antes da queda. O veículo teria perdido o controle, saído da estrada e caído por uma ribanceira de cerca de 30 metros de profundidade, em um vale de difícil acesso. Outras pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, informou José Canuto, responsável pela Defesa Civil do município de São Filipe. Não houve, até agora, confirmação oficial da causa do acidente.O que se sabe até agoraAo menos 25 mortos, a maioria crianças e adolescentes, em um ônibus com 32 pessoas.Outros passageiros ficaram feridos, alguns em estado grave, segundo a Defesa Civil de São Filipe.Os primeiros enterros ocorreram neste domingo, ao lado da igreja de São Lourenço, na ilha do Fogo.A causa oficial ainda não foi divulgada; testemunhas falam em estouro de pneu.Acidentes dessa magnitude são raros em Cabo Verde, segundo a AFP. O arquipélago, no Atlântico em frente à costa do Senegal, tem cerca de 550 mil habitantes e estradas em geral em boas condições. A excursão acontecia todos os anos, sempre pouco antes da volta às aulas.

TMTiago Moreira
cabo-verde

Ônibus de excursão estudantil cai em barranco na ilha do Fogo e mata ao menos 25

As covas começaram a ser abertas no domingo (6) ao lado da igreja de São Lourenço, na ilha do Fogo. Ao menos 25 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, morreram na noite de sábado (5), quando o ônibus de uma excursão estudantil caiu por uma encosta de cerca de 30 metros em Cabo Verde. A confirmação saiu em comunicado divulgado pela rádio pública do país.No veículo iam 32 pessoas, que voltavam para São Filipe, principal cidade da ilha, depois de um passeio nas imediações do Pico do Fogo, o vulcão que dá nome ao lugar. Segundo testemunhas ouvidas pela imprensa local, um dos pneus estourou, o motorista perdeu o controle e o ônibus saiu da pista e despencou por uma encosta íngreme, em área de difícil acesso. Outras pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.A viagem fazia parte de uma excursão anual, realizada pouco antes do começo do ano letivo. Segundo a Folha de S.Paulo, com informações das agências Reuters e AFP, o passeio foi organizado de forma particular pelo próprio motorista, que também morreu, e não pelas escolas locais. Autoridades da área de educação disseram que muitos dos passageiros eram alunos do ensino fundamental e médio.Quem responde pela apuração das causas é o governo de Cabo Verde. O presidente, José Maria Pereira Neves, chamou o episódio de "grande catástrofe" e, junto com outras autoridades, devia visitar a ilha do Fogo ainda neste domingo (6). As circunstâncias do acidente continuam sob investigação.Ao lado da igreja de São Lourenço, moradores e famílias acompanhavam os enterros. Segundo a imprensa local, sete corpos precisaram ser enterrados imediatamente por causa do estado em que se encontravam.O que se sabe até agora25 mortos confirmados, a maioria crianças e adolescentes;32 pessoas estavam no ônibus; há feridos, alguns em estado grave;a queda foi de cerca de 30 metros, depois do estouro de um pneu, segundo testemunhas;a excursão era anual e foi organizada de forma particular pelo motorista, que morreu;as escolas locais não organizaram o passeio, segundo autoridades de educação;as causas seguem sob investigação das autoridades cabo-verdianas.Cabo Verde é um arquipélago de cerca de 550 mil habitantes de língua portuguesa, no Atlântico, a oeste da costa do Senegal. Na ilha do Fogo, a principal referência é o vulcão do mesmo nome, cenário do passeio que terminou no acidente.

TMTiago Moreira
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Move Brasil agora permite financiar carros em até 84 meses

Quem passa dez, doze horas por dia ao volante de um carro de aplicativo sabe que o veículo é a ferramenta de trabalho e, muitas vezes, a maior conta da casa. Para esse motorista, ficou um pouco mais longo o caminho para quitar o carro novo: o CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu nesta quinta-feira (27) ampliar para 84 meses, ou sete anos, o prazo máximo de financiamento de veículos pelo Move Brasil, programa do governo federal voltado a motoristas de aplicativo e taxistas. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e também noticiada pelo Valor Econômico e pelo Brasil 247. O Move Brasil foi criado em junho por meio de medida provisória do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As taxas de juros são fixadas pelo próprio CMN e ficam bem abaixo do que o mercado cobra: 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, contra uma média de cerca de 28% ao ano no financiamento comum de automóveis, segundo informações monitoradas pelo governo. Na prática, o que muda para quem trabalha dirigindo: Prazo: até 84 meses (sete anos) para pagar o carro; Quem pode pedir: taxistas e motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos um ano e no mínimo cem corridas no período na plataforma; Teto do veículo: R$ 200 mil, valor ampliado em 20 de agosto (antes, o limite era de R$ 150 mil); Carros elegíveis: modelos flex, híbridos ou híbridos a etanol de montadoras habilitadas no programa Mover. Montadoras correm para incluir modelos A ampliação do teto de preço, anunciada no dia 20 de agosto, veio acompanhada de outra mudança: passou a valer como híbrido o carro que usa eletricidade combinada a outro combustível, como gasolina ou etanol. Desde então, segundo a Folha, montadoras pediram ao governo a inclusão de novos modelos nas condições especiais. Nesta quarta-feira (26), a chinesa BYD informou que os modelos King, Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2 já podem ser financiados pelo programa. Estão habilitadas no Mover as marcas Volkswagen, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM. O braço do programa voltado aos motoristas, batizado de Move Aplicativos, foi lançado em maio em um evento com Lula na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, em São Paulo. A decisão sobre prazos e juros cabe ao CMN, colegiado que define as regras do crédito no país e reúne o Banco Central e o Ministério da Fazenda. É a segunda vez em pouco mais de uma semana que o governo afrouxa as condições do Move Brasil, depois de elevar o teto de preço dos veículos e agora esticar o prazo de pagamento.

TMTiago Moreira
accident

Santos Dumont volta a operar após jatinho derrapar; 71 voos foram cancelados

Quem chegou ao Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, na madrugada desta sexta-feira (28) para pegar os primeiros voos do dia encontrou cancelamentos no painel. O primeiro, da Azul com destino a Campinas, deveria decolar às 6h15. No mesmo horário, um voo da Latam para Guarulhos também estava previsto. Nenhum dos dois saiu: segundo a Infraero, estatal que administra o terminal, 13 partidas foram canceladas no início da manhã, a maioria com destino a São Paulo.O motivo foi um acidente na véspera. Por volta das 16h10 de quinta-feira (27), um jatinho de pequeno porte da Embraer derrapou ao pousar e parou no gramado ao lado da pista, segundo a revista Veja. Ninguém se feriu: havia apenas o piloto e um tripulante a bordo. O Plano de Emergência do Aeroporto foi acionado logo em seguida, e equipes do Corpo de Bombeiros foram para o local.Enquanto a pista ficou fechada, 15 voos foram redirecionados para o Aeroporto do Galeão e 71 foram cancelados entre partidas e chegadas, informou a Infraero em nota. O avião só foi retirado por volta das 23h, quando a pista foi liberada. Como as aeronaves que pernoitariam no pátio não conseguiram pousar na quinta, faltou avião para os primeiros voos da manhã.O que muda para quem voa nesta sextaO Santos Dumont opera normalmente, em modo visual, desde a noite de quinta-feira;Foram 13 partidas canceladas na manhã desta sexta, das companhias Azul, Latam e Gol;A malha aérea foi reajustada e passageiros foram remanejados, parte deles para voos no Galeão.A responsável pela operação do terminal, a Infraero, disse em nota que "a malha aérea foi reajustada e passageiros remanejados para o Aeroporto do Galeão". A apuração das causas ficou com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), cujos técnicos estiveram no aeroporto ainda na quinta-feira para iniciar a investigação sobre a saída de pista.O Santos Dumont é o aeroporto mais central do Rio, à beira da Baía de Guanabara, e concentra boa parte dos voos da ponte aérea com São Paulo. Problemas na pista costumam ter efeito imediato nesse eixo, como se viu nesta manhã: a maioria dos cancelamentos tinha como destino Campinas e Guarulhos.

TMTiago Moreira
population

IBGE estima Brasil com 214,2 milhões; veja as 15 cidades mais populosas

Em Serra da Saudade, no interior de Minas Gerais, todo mundo se conhece pelo nome. Uma reportagem da Folha de S.Paulo de 2023 mostrou que a cidade não tinha posto de gasolina nem hotel, e que o padre local sabia quem era cada fiel na missa. Pela nova estimativa do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (28), ali moram 857 pessoas: é a menor população do país. A cerca de 500 km dali, São Paulo vai na direção contrária. A capital paulista tem 11,9 milhões de habitantes e segue no topo da lista das cidades mais populosas do Brasil.Ao todo, o Brasil tinha 214,2 milhões de habitantes em 1º de julho de 2026, data de referência das estimativas publicadas no Diário Oficial da União. O crescimento foi de 0,37% em relação a 2025, quando o país tinha 213,4 milhões de pessoas. É um avanço um pouco menor que o do ano anterior (0,39%), e o próprio IBGE projeta que a população vai crescer cada vez mais devagar nas próximas décadas.As 15 cidades com mais de 1 milhãoO país tem 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes, contando Brasília. Depois de São Paulo (11.911.337 moradores, segundo o Estadão), vêm Rio de Janeiro (6.731.133), Brasília (3.009.996), Fortaleza (2.582.360) e Salvador (2.559.945). Guarulhos (1.351.284) e Campinas (1.189.761) são as únicas cidades da lista que não são capitais. Juntos, os 15 municípios concentram cerca de 20% da população brasileira: 1 em cada 5 brasileiros vive neles, o que a Folha calcula em 42,9 milhões de pessoas.Entre as capitais, o retrato é de contrastes. Boa Vista (501 mil) foi a que mais cresceu, 3,19% em um ano, puxada pela migração de venezuelanos, um movimento que o IBGE já apontava no ano passado. Na ponta oposta, Salvador teve a maior queda (-0,17%), seguida por Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%). Palmas (333,2 mil), Vitória (343,9 mil) e Rio Branco (390,1 mil) são as únicas capitais com menos de 400 mil moradores.No recorte por estado, São Paulo concentra 21,6% da população (46,1 milhões), seguido por Minas Gerais (21,5 milhões) e Rio de Janeiro (17,2 milhões). O Sudeste segue como a região mais populosa, com 89 milhões de pessoas (41,6% do total), e o Centro-Oeste é a menor, com 17,4 milhões (8,1%), segundo o Estadão. Do outro lado da tabela, 2.467 municípios têm menos de 10 mil habitantes: são 44,3% das cidades do país, mas apenas 6% da população. As 54 menores somam 78.823 moradores, uma lotação que caberia inteira no Maracanã, como notou a Folha.O número da sua cidade não é só curiosidade. Ele mexe no caixa da prefeitura:As estimativas têm data de referência de 1º de julho de 2026 e foram publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (28).Valem para os 5.571 municípios, além de Brasília e do arquipélago de Fernando de Noronha (PE).O TCU usa os números para calcular a distribuição do FPM e do FPE, os fundos que repassam dinheiro federal a municípios e estados.O IBGE atualiza as estimativas todos os anos, a partir do Censo de 2022 e de outras fontes.Responsável pelos cálculos, o IBGE revisou em agosto de 2024 as projeções de população do país para o período de 2000 a 2070 e passou a detalhar os números por município a cada ano. A série mostra um país que ainda cresce, só que em ritmo cada vez menor, com a população concentrada nas grandes cidades e metrópoles como Boa Vista crescendo acima da média.

TMTiago Moreira
justice

TJ anula mapa da Lei de Zoneamento de SP; veja o que muda e para quem

Para quem tem um terreno em bairros como Vila Mariana, Perdizes ou Mooca, o que a lei permite construir naquele lote define o valor do imóvel e o destino de projetos inteiros. Foi essa conta que a Justiça mexeu nesta semana. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) declarou inconstitucional, na quarta-feira (26), o mapa da segunda etapa da revisão da Lei de Zoneamento da capital, a chamada "revisão da revisão", sancionada em julho de 2024 pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Para os desembargadores, as mudanças entraram na lei sem planejamento técnico e sem participação popular suficientes, desvirtuando a proposta original, que era apenas corrigir erros pontuais do mapa, segundo o g1.Na prática, a decisão afeta pelo menos 15 pontos da cidade que tiveram a classificação urbanística alterada por emendas de vereadores em julho de 2024. Entre eles há terrenos que ganharam incentivo à verticalização, áreas destinadas à habitação social que mudaram de uso e lotes reclassificados para fins comerciais, mistos e institucionais em distritos como Vila Mariana, Perdizes, Santo Amaro, Mooca, Ipiranga, Vila Sônia, Capela do Socorro e Tucuruvi. O alcance total ainda é desconhecido, porque parte das mudanças foi incorporada diretamente ao mapa, sem descrição detalhada no texto da lei.O que muda agora, e para quemAté a publicação do acórdão, prevista para as próximas semanas: continuam válidos todos os alvarás, certidões, aprovações e projetos protocolados com base nas regras atuais, o chamado direito de protocolo.Depois da publicação: quem protocolar projeto com base nas regras anuladas assume o risco jurídico. O aviso veio do próprio presidente do Órgão Especial, desembargador Francisco Loureiro, no voto que prevaleceu no julgamento.Se a decisão for confirmada depois dos recursos: as regras de julho de 2024 deixam de valer e retorna o mapa de janeiro daquele ano.Mesmo assim, nada muda de imediato. Uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém suspensos os efeitos da declaração de inconstitucionalidade até o trânsito em julgado da ação, e tanto a prefeitura quanto a Câmara Municipal estudam recorrer.Quem conserta a leiA responsabilidade de corrigir o problema é da prefeitura e dos vereadores. Na quinta-feira (27), Nunes minimizou o impacto e lembrou que o TJ derrubou apenas o artigo 8º, o que altera o mapa, e não a lei inteira. Disse ainda que, se identificar que algo "muito importante para a cidade" foi anulado, enviará um novo projeto à Câmara para corrigir os pontos. A Câmara Municipal informou que recebeu a decisão "com respeito", mas sustenta que houve "total cumprimento das normas legais e do Regimento Interno" na tramitação das duas leis de revisão e que sua Procuradoria avaliará recursos após a publicação do acórdão.Vale lembrar o que permanece de pé: o mapa sancionado em janeiro de 2024, na primeira etapa da revisão, foi validado pelo próprio TJ, que rejeitou os argumentos do Ministério Público contra ele. Segundo documento da prefeitura apresentado à Justiça, aquela atualização já tinha mudado a classificação de 3.992 quadras, cerca de 6% do total da cidade, ampliando as áreas com incentivo à verticalização.No mercado imobiliário, a leitura é de cautela. O advogado Marcelo Kalil, especialista em direito imobiliário, resumiu ao g1 o dilema de quem constrói:"A partir da publicação do acórdão, o empreendedor que pedir um alvará vai estar apostando no resultado do julgamento no Supremo. Se o STF confirmar a inconstitucionalidade, a obra fica sem base legal."O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) ainda não concluíram um diagnóstico dos impactos. Em nota, a Abrainc disse aguardar o acórdão para avaliar "as medidas necessárias para assegurar segurança jurídica aos empreendimentos". Para o consultor em política urbana Gabriel Rostey, a modulação dos efeitos não elimina a insegurança, porque o mercado trabalha com ciclos longos: o preço de um terreno e a viabilidade de um projeto passam pelo potencial construtivo. A pesquisadora Bianca Tavolari, professora de direito da FGV que acompanhou a revisão entre 2023 e 2024, critica o processo: segundo ela, as audiências públicas ocorreram sem que a população tivesse acesso desde o início ao mapa que seria votado, e o texto final só foi apresentado horas antes da votação. Na avaliação dela, o julgamento pode virar parâmetro para futuras revisões urbanísticas no município.

TMTiago Moreira
accident

Jatinho sai da pista no Santos Dumont, aeroporto fecha e dezenas de voos são cancelados

Quem chegou ao saguão do Santos Dumont no fim da tarde desta quinta-feira (27) encontrou painéis de voos vermelhos e filas nos balcões das companhias aéreas. Um jatinho de pequeno porte da Embraer derrapou e saiu da pista durante o pouso, por volta das 16h10, e o aeroporto, no Centro do Rio, suspendeu todas as operações.Segundo a Infraero, estavam a bordo apenas o piloto e um tripulante, e ninguém ficou ferido. As identidades deles não foram divulgadas. A aeronave parou na área gramada ao lado da pista, onde permanecia no início da noite à espera de remoção.O efeito para os passageiros foi imediato. Até o início da noite, 15 voos que pousariam no Santos Dumont foram desviados para o Aeroporto do Galeão. Sobre os cancelamentos, os números variam: a Folha de S.Paulo e o G1 apuraram 42 voos cancelados, enquanto a Agência Brasil, citando a Infraero, falou em 53. Entre os afetados estão voos da ponte aérea Rio-São Paulo, a ligação mais movimentada do aeroporto.Cabe à Infraero, que administra o Santos Dumont, retirar o avião do gramado e reabrir a pista. Em nota, a empresa informou que acionou o Plano de Emergência do aeroporto e que a remoção será feita com um guindaste, com apoio do Corpo de Bombeiros."No momento, as operações do aeroporto estão suspensas para remoção da aeronave que está na área gramada ao lado da pista", diz o comunicado da Infraero.Não há previsão para a normalização das operações. Técnicos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já estão no aeroporto para apurar a causa da saída de pista.O que fazer se o seu voo foi afetadoPela resolução 400 da Anac, a companhia aérea deve assistência ao passageiro mesmo quando o cancelamento não é culpa dela. Segundo o G1, valem estas regras:Em caso de cancelamento, o passageiro escolhe entre reacomodação, reembolso integral ou transporte alternativo.Com espera a partir de 1 hora, a empresa deve garantir comunicação (internet ou telefone); a partir de 2 horas, alimentação; a partir de 4 horas, hospedagem e transporte.A empresa deve atualizar o passageiro sobre a previsão de partida a cada 30 minutos.Se a companhia não cumprir as regras, o passageiro pode reclamar na plataforma Consumidor.gov.br e, em caso de prejuízos maiores, procurar o Procon ou a Justiça.O advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do passageiro, lembra que o Código de Defesa do Consumidor também pode ser acionado: "No caso de cancelamento de voo, o artigo 14 do CDC estabelece que o prestador de serviço responde pelos danos que causa ao consumidor".

TMTiago Moreira
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China rebate sanções dos EUA a petroleiros e ameaça retaliação comercial

Quem para no posto da esquina para abastecer a van de entregas ou a moto de frete acompanha cada oscilação no preço dos combustíveis. O cálculo no bolso do trabalhador urbano depende de rotas marítimas distantes, como o Estreito de Ormuz. Foi de olho nesse fluxo que Pequim contestou as ameaças de Washington e avisou que vai adotar medidas de retaliação comercial caso os Estados Unidos apliquem punições contra petroleiros e refinarias chinesas que compram petróleo iraniano. Segundo relatos do Correio Braziliense e de agências internacionais, o governo chinês afirmou que suas relações comerciais com Teerã são legítimas e amparadas pelas leis internacionais. O porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou que o país protegerá com firmeza os direitos e interesses de suas empresas se a Casa Branca impuser restrições financeiras e operacionais ao transporte da commodity. A disputa ganhou força após a gestão de Donald Trump intensificar a pressão contra as exportações de petróleo do Irã, mirando embarcações e instalações que operam no Oriente Médio. Washington quer cortar a receita petrolífera iraniana e ameaça bloquear o acesso ao sistema financeiro americano para qualquer empresa estrangeira envolvida no transporte. A China é atualmente a maior compradora do petróleo do país persa, utilizando portos e refinarias independentes para processar a carga. O que muda e o que está em jogo O aumento da tensão entre as duas maiores potências econômicas do planeta afeta diretamente a logística global e os custos logísticos nas cidades: Quem é afetado: empresas de navegação, refinarias chinesas e operadores de transporte de carga pelo mundo. O que muda: embarcações correm o risco de retenção, perda de seguros marítimos e bloqueios comerciais por parte dos Estados Unidos. Prazo: as ameaças de retaliação e possíveis sanções entram em vigor conforme novas ordens executivas forem publicadas por Washington. Impacto no bolso: a pressão sobre a oferta de petróleo eleva cotações internacionais e pressiona os preços do diesel e da gasolina nos postos. O Ministério das Relações Exteriores da China apontou os Estados Unidos como responsáveis pela instabilidade na cadeia global de suprimentos. Pequim declarou que sanções unilaterais sem respaldo da ONU violam normas de comércio e geram turbulência desnecessária. Do outro lado, o governo americano afirma que continuará a aplicar leis de segurança nacional para restringir o financiamento do regime de Teerã.

TMTiago Moreira
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Rota Mogiana assina contrato de R$ 9,4 bi para rodovias em SP

Quem pega a estrada todos os dias entre Campinas e Ribeirão Preto conhece de perto o cansaço dos trechos de pista simples, as filas nas praças de cobrança e a lentidão nos horários de pico. Esse trajeto diário no interior paulista começa a mudar de mãos com a formalização de uma nova concessão privada. O consórcio Rota Mogiana, formado pelas empresas Azevedo & Travassos e Quimassa Infraestrutura, assinou na quarta-feira (26) o contrato de concessão de rodovias com o governo do Estado de São Paulo. O acordo prevê R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos para modernizar um corredor de 520 quilômetros até a divisa com Minas Gerais, segundo a Folha de S.Paulo. O pacote viário atinge diretamente a rotina de 22 municípios e cerca de 2,3 milhões de moradores da região. O plano inclui obras de duplicação, melhorias de segurança viária e a instalação de pedágios automáticos do tipo free-flow, que fazem a leitura eletrônica dos veículos sem a necessidade de paradas em cabines físicas. O que muda para quem usa as rodovias Malha atendida: 520 quilômetros entre a região de Campinas, Ribeirão Preto e cidades próximas à divisa mineira. Prazo e recursos: 30 anos de contrato e previsão de R$ 9,4 bilhões aplicados em infraestrutura. Cobrança: substituição gradual de praças convencionais por pórticos de pedágio automático. População alcançada: 2,3 milhões de habitantes distribuídos por 22 cidades paulistas. A gestão estadual e o consórcio responsável afirmam que as intervenções têm como objetivo dar mais fluidez ao escoamento agrícola e industrial, além de reduzir o número de acidentes em pistas que hoje sofrem com sobrecarga de caminhões.

TMTiago Moreira
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Achados arqueológicos paralisam obras da estação 14 Bis do Metrô de SP

No Bixiga, quem passa em frente ao canteiro onde ficava a antiga sede da escola de samba Vai-Vai encontra tratores desligados e poucos operários circulando. Em vez da poeira e do barulho pesado da construção civil, o espaço no centro de São Paulo virou um depósito quieto de ferros e materiais espalhados.A calmaria no local tem um motivo histórico: as escavações da futura estação 14 Bis-Saracura, da Linha 6-Laranja do metrô paulistano, foram paralisadas por tempo indeterminado. A interrupção ocorreu após a descoberta de novos vestígios arqueológicos ligados ao antigo Quilombo Saracura e a tradições religiosas de matriz africana, segundo a Folha de S.Paulo.Vestígios a dois metros do chãoOs objetos foram encontrados a 2,2 metros de profundidade pela empresa A Lasca, contratada para realizar o monitoramento arqueológico da obra. No subsolo do terreno, os especialistas identificaram um cômodo antigo contendo montinhos de anil, feixes de gravetos amarrados e outros elementos usados em práticas religiosas tradicionais.O que muda com a decisão:Obras paradas: Todo o canteiro da futura estação 14 Bis-Saracura está com atividades suspensas.Cronograma: Não há data definida para a retomada das escavações.Linha 6-Laranja: O ramal teve as primeiras estações entregues de forma parcial, mas a parada do Bixiga segue sem prazo de conclusão.Definição do IphanA responsabilidade pela condução da obra é da concessionária Linha Uni, liderada pelo grupo espanhol Acciona. A empresa confirmou a pausa geral no canteiro e afirmou que aguarda diretrizes do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para saber como preservar os itens e replanejar o calendário das escavações. O órgão federal recebeu o relatório técnico das descobertas no fim de julho e analisa as medidas de proteção ao patrimônio histórico.

TMTiago Moreira
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São Paulo confirma 26 casos de sarampo e reforça vacinação em três cidades

Nas salas de espera das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital paulista e do ABC, a caderneta de vacinação voltou para a mão dos moradores antes de qualquer consulta. O estado de São Paulo confirmou 26 casos de sarampo em 2026, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde. O número acende um alerta na rede pública, já que durante todo o ano anterior apenas dois casos haviam sido registrados no território paulista.A concentração das infecções está na Grande São Paulo: 23 casos ocorreram na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. De acordo com os dados oficiais, dois episódios foram importados de fora e os demais decorrem de transmissões locais vinculadas a essas entradas. Entre as ocorrências mais recentes na capital estão dois bebês com menos de um ano e uma mulher na faixa dos 30 anos, nenhum deles vacinado. No conjunto geral dos 26 pacientes, 19 não tinham tomado a vacina ou estavam com o esquema incompleto.A baixa procura pelas doses ajuda a explicar o avanço do vírus, que se espalha pelo ar em ônibus, trens e locais fechados. Dados preliminares da pasta estadual mostram que a cobertura em São Paulo está em 89,35% para a primeira dose e 74,64% para a segunda dose. Ambas as marcas permanecem abaixo da meta oficial de 95%, patamar considerado necessário pelos técnicos para barrar a circulação comunitária.Como funciona o reforço nos postosPara conter o avanço das transmissões, a Secretaria Estadual da Saúde e o Ministério da Saúde organizaram uma ação ampliada nos postos:Quem deve se vacinar: pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem ou circulam nos municípios afetados, além de viajantes que visitam essas cidades.Onde procurar: postos de saúde de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos.Prazo: a vacinação indiscriminada segue até o dia 1º de setembro, integrada à Campanha Nacional de Multivacinação.Os sintomas clássicos do sarampo surgem entre 7 e 14 dias após o contágio e incluem febre alta, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas avermelhadas na pele. A recomendação da vigilância epidemiológica para quem apresentar esses sinais é procurar uma UBS com máscara e evitar aglomerações no transporte público.

TMTiago Moreira
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Trump cogita afrouxar regras de frigoríficos e mantém corte de tarifa na carne

Num açougue do meio-oeste americano, o quilo da carne moída já custa o equivalente a 79% a mais do que custava no início de 2019, segundo dados do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos. Foi esse aperto no bolso do consumidor, mais do que qualquer debate abstrato sobre livre comércio, que levou o presidente Donald Trump a prometer nesta quarta-feira (26) que vai revisar as regras que regem o processamento de carne bovina no país, ao mesmo tempo em que mantém a promessa de reduzir temporariamente tarifas sobre a importação do produto.Trump fez a declaração no programa do apresentador Glenn Beck, depois que o próprio Beck sugeriu que menos burocracia do Departamento de Agricultura permitiria que pecuaristas de menor porte fizessem seu próprio abate, sem depender das grandes processadoras. 'Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas', respondeu Trump, endurecendo o tom logo em seguida: 'Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso, são quatro empresas, e é um monopólio.'As quatro empresas às quais Trump se referiu controlam cerca de 85% de todo o processamento de carne bovina nos Estados Unidos: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co. Duas delas, JBS USA e National Beef, pertencem às brasileiras JBS e MBRF. No ano passado, o Departamento de Justiça americano já investigava se essas processadoras vinham inflando artificialmente os preços pagos pelo consumidor final.O que muda para quem importa e para quem produzA fala sobre desregulamentação se soma a uma medida que Trump já havia anunciado na semana anterior: um corte temporário de tarifas para tentar segurar os preços da carne, que estão em patamar recorde nos supermercados americanos.Por 90 dias, os Estados Unidos vão permitir a importação de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída sem tarifa fora da cotaA expectativa de Trump é que esse volume chegue ao consumidor por um preço 25% menor do que o praticado hoje no mercado americanoA medida busca aliviar o mercado enquanto o rebanho bovino dos Estados Unidos, reduzido nos últimos anos, se reconstituiA reação dos próprios produtores americanos, porém, foi de resistência. A American Farm Bureau Federation, principal entidade de lobby do setor agrícola, pediu formalmente que Trump recuasse. Em carta enviada na terça-feira (25), o presidente da entidade, Zippy Duvall, afirmou que a medida 'prejudicará os pecuaristas... dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas'. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse a repórteres na Casa Branca na terça-feira que nem sequer sabia quais países estariam incluídos no anúncio de tarifa reduzida feito por Trump.O episódio expõe uma tensão dentro da própria base política de Trump: de um lado, pecuaristas que quereriam tarifas mais altas para proteger o preço pago pelo gado nacional; de outro, consumidores pressionados por contas de supermercado cada vez mais caras, e um presidente tentando equilibrar as duas pontas sem definição clara sobre quais países serão beneficiados pela cota de importação.

TMTiago Moreira
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Ônibus escolar cai em ribanceira e deixa duas crianças feridas em SC

Um ônibus escolar que transportava dez crianças, uma monitora e o motorista caiu em uma ribanceira na tarde desta terça-feira (25) em uma estrada rural de Rio do Oeste, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, segundo a Folha de S.Paulo. O veículo fazia parte do transporte escolar municipal e despencou de uma altura de dez metros após sair da pista.Duas crianças ficaram feridas e foram levadas a um hospital da cidade para avaliação médica. Segundo o relato, elas estavam conscientes e conversando no momento do atendimento. Até a publicação da reportagem da Folha, não havia atualização sobre o estado de saúde das duas vítimas.De acordo com a Prefeitura de Rio do Oeste, equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atenderam todos os envolvidos no local do acidente. Todas as dez crianças passaram por avaliação médica na cena, e oito delas voltaram para casa acompanhadas dos pais ou de outros familiares.Em nota, a prefeitura informou que acompanha a situação e presta apoio às famílias das crianças envolvidas e aos profissionais da educação do município. As causas do acidente, incluindo o que levou o ônibus a sair da pista antes de cair na ribanceira, ainda são investigadas pelas autoridades.Esta reportagem se baseia em informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, com base em nota da Prefeitura de Rio do Oeste. Novas informações sobre o estado de saúde das crianças feridas e sobre as causas do acidente devem ser divulgadas à medida que a investigação avança.

TMTiago Moreira
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Acidente entre ônibus e caminhão na BR-040 deixa 2 mortos e ao menos 26 feridos em MG

Um acidente entre um ônibus de turismo e um caminhão deixou duas pessoas mortas e pelo menos 26 feridas na madrugada desta segunda-feira (24), na BR-040, em Capim Branco, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o g1, a batida foi registrada por volta das 4h50, na altura do km 491 da rodovia, que chegou a ficar totalmente interditada durante a manhã.De acordo com as informações iniciais do Corpo de Bombeiros, o caminhão, que seguia no sentido Brasília, invadiu a contramão e atingiu o ônibus. Com o impacto, os dois veículos pegaram fogo e ficaram destruídos, e as chamas também atingiram a vegetação às margens da pista. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os veículos em chamas e, depois, as carcaças carbonizadas. Segundo a CNN Brasil, o ônibus chegou a tombar e ocupou as duas faixas da rodovia.O ônibus, da Viação Pássaro Verde, havia saído de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, às 20h30 de domingo (23), com destino a Belo Horizonte. Havia 27 passageiros a bordo, além do motorista.Vítimas e feridosAs vítimas fatais são um homem que estava no caminhão e uma passageira do ônibus. Os nomes e as idades não foram divulgados. Ao todo, 25 feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal de Sete Lagoas, e uma pessoa foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, segundo o g1. Três pacientes estavam em estado grave: uma mulher de 32 anos, um bebê de dez meses e um homem que estava sem documentos. Até o início da tarde desta segunda, 14 dos feridos já haviam recebido alta. Os primeiros balanços do dia, divulgados pela CNN Brasil, apontavam 23 feridos, número revisado para pelo menos 26 ao longo da manhã.O trânsito na BR-040 foi liberado por volta das 11h30. Equipes do Samu e uma ambulância da Via Cristais, concessionária que administra o trecho, participaram do resgate dos feridos, e a Polícia Rodoviária Federal esteve no local para registrar a ocorrência.Em nota, a Viação Pássaro Verde afirmou que acompanha "a apuração dos fatos junto aos órgãos responsáveis" e que está "prestando todo o suporte necessário às vítimas e aos seus familiares". As causas do acidente serão apuradas.

TMTiago Moreira
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Operação contra intolerância religiosa no RJ tem caminhões queimados na Av. Brasil

A Polícia Militar do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta segunda-feira (24), uma operação nas comunidades de Parada de Lucas e Vigário Geral, na Zona Norte, para combater a intolerância religiosa imposta por traficantes na região conhecida como Complexo de Israel. Em reação à ação, criminosos incendiaram caminhões e interditaram a Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da cidade. Segundo O Globo, quatro caminhões foram queimados.De acordo com o G1, os criminosos atravessaram os caminhões nas pistas da via expressa, na altura de Acari, e atearam fogo nos veículos para bloquear o tráfego. Equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) atuaram no trecho. Segundo o R7, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha chegaram a ser fechadas preventivamente, medida que, de acordo com a PM, segue o protocolo de operações em comunidades próximas a vias expressas para proteger motoristas.Segunda fase da ofensivaA ação desta segunda é a segunda fase de uma operação iniciada após a estabilização da Cidade Alta e de comunidades do entorno, segundo a PM. A corporação mobilizou mais de 200 agentes, com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e dos batalhões de Ações com Cães e de Choque, além do Grupamento Aeromóvel, cinco veículos blindados, drones e aeronaves, detalhou o R7. Houve relatos de tiroteio intenso e de barricadas incendiadas nos acessos às comunidades, informaram R7 e Folha de S.Paulo.Além de conter a disputa territorial entre facções e combater roubos de veículos e de cargas, a operação mira, segundo a PM, casos de perseguição e intolerância religiosa contra minorias, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e de outros segmentos cristãos. A facção que domina a região adotou símbolos de Israel como referência religiosa. Segundo O Globo, um dos homens presos nesta segunda usava um colete à prova de balas com a bandeira do país sob os dizeres "Bonde dos Taca Bala", sem relação institucional com o Estado de Israel.Em Parada de Lucas e Vigário Geral, quatro homens foram presos, e a PM apreendeu dois fuzis, duas granadas, um rádio transmissor, um colete e entorpecentes, segundo o G1. No balanço do dia, que incluiu ações também no Complexo do Chapadão, nas Vargens e na Gardênia Azul, a PM contabilizou nove suspeitos presos e sete fuzis apreendidos. Segundo o R7, a ofensiva integra a estratégia da corporação de recuperar a capacidade de policiamento na região e ampliar a segurança dos moradores.

TMTiago Moreira